quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Psicologia da Educação: Saber como as pessoas aprendem é muito importante para saber ensinar!

É dado o nome de Psicologia da Educação ao segmento de estudos e pesquisas que visam descrever os processos psicológicos presentes na educação.

               Histórico da Psicologia da Educação:

 Até a década de 50, a Psicologia da educação aparece como a 'rainha' das ciências da educação. Seu conceito: uma área de aplicação da psicologia na educação.
Durante a década de 50, o panorama muda. Começa-se a duvidar da aplicabilidade educativa das grandes teorias da aprendizagem, durante este período. Prenuncia-se uma crise ... 
Surgem outras disciplinas educativas tão importantes á educação quanto a psicologia, e esta precisa ceder espaço. 
Na década de 70, assume o seu caráter multidisciplinar, que conserva até hoje. Não mais é considerada como a psicologia aplicada á Educação.
Atualmente, a Psicologia da Educação é considerada um ramo tanto da Psicologia como da Educação, e caracteriza-se como uma área de investigação dos problemas e fenômenos educacionais, a partir de um entendimento psicológico. 

Conceito de Psicologia da Educação: 

Quando se fala, hoje, em 'Psicologia da Educação', vários termos são utilizados indiscriminadamente como sinônimos, tais como: psicopedagogia, psicologia escolar, psicologia da educação, psicologia da criança, etc. Porém seu maior objetivo é constatar ou compreender e explicar o que se passa no seio da situação de educação. 

Por isso, tanto psicólogos quanto pedagogos podem possuir tal especialização profissional. A Psicologia da Educação faz parte dos componentes específicos das ciências da Educação, tal como a sociologia da educação ou a didática. Compõem um núcleo, cuja finalidade é estudar os processos educativos. 

Atualmente, rejeita-se a ideia de que a Psicologia da Educação seja resumida a um simples campo de emprego da Psicologia; ela deve, ao contrário, atender simultaneamente aos processos psicológicos e às características das situações educativas.

São referenciais comuns aos cursos de Pedagogia, Normal Superior e demais licenciaturas, representando, cada um, vertentes do pensamento psicológico educacional. É comum na Psicologia da Educação referir-se à educação da criança e do adolescente, mas também à educação do adulto.

Dois grandes teóricos tidos como precursores dos estudos em Psicologia da Educação:

                            a) Sigmundo Freud


     
Freud acreditava inicialmente que um dos meios para evitar o aparecimento de sintomas neuróticos seria oferecer uma educação não-repressiva que respondesse aos questionamentos da criança à medida que eles fossem surgindo. 
Ele também percebia como os sintomas neuróticos poderiam resultar em certa inibição intelectual. É inquestionável que a pura liberdade não educa e não cria indivíduos saudáveis; pelo contrário, cria inadaptados, narcísicos que acreditam que o mundo gira à sua volta e que nada existe além de suas necessidades individuais.
Neste sistema de pensamento, pode-se compreender que a educação não ocorre sem estar vinculada à repressão; que a educação relaciona-se com a questão do controle dos impulsos através do processo civilizatório.

                                 b) Piaget


       
Piaget, com o construtivismo, formula a ideia de que o conhecimento é resultado do processo de interação entre o sujeito e o ambiente circundante. A capacidade cognitiva humana nasce e se desenvolve, não vem pronta.
A ideia piagetiana de capacidade cognitiva, então, propõe que o conhecimento não nasce no sujeito, nem no objeto, mas origina-se da interação "sujeito-objeto"
Ele dedicou-se a pesquisas que resultaram na criação da Epistemologia Genética. "(...) Para explicar a interação construtiva da criança com o ambiente, utilizou os conceitos de assimilação, acomodação e adaptação. 
A assimilação é a incorporação de um novo objeto ou idéia à que existia anteriormente, ou seja, ao esquema que a criança possui. 
A acomodação implica na transformação do organismo para poder lidar com o ambiente; diante de um objeto ou nova ideia a criança modifica e aprimora esquemas adquiridos anteriormente. 
A adaptação representa a maneira pela qual o organismo estabelece um equilíbrio entre assimilação e acomodação, adaptando-se continuamente às imposições feitas pelo ambiente mas também sendo um sujeito ativo e modificando este mesmo ambiente." 
                                   
                  Assista o vídeo abaixo sobre este Teórico



Contribuição Profissional sobre Psicologia da Educação, de uma querida amiga, como sempre muito sensata e sábia:

Psicóloga Soraia Sampaio SchambecK

Jackie, sempre pergunto ao meu filho: O que você aprendeu hoje na escola? E quando ele diz o que aprendeu, consigo perceber que ele foi capaz de fazer algo que antes não fazia, pois tinha habilidade para isso. Mas me pergunto: Tendo as condições ambientais favoráveis, qual foi o estímulo que o evocou a aprendizagem?
Para os teóricos do condicionamento, o comportamento novo adquirido é realizado através do reforço do estímulo para obter a resposta. Então a aprendizagem é a conexão entre os estímulos e as respostas bem sucedidas.
 Mas há outros pontos para uma boa aprendizagem. Ela tem que ser cognitiva, ela deve possuir um mundo de significados. Se não for assim, sempre nos perguntaremos o porque daquela fórmula de química “aprendida” no ensino médio, isto é, temos que atribuir significados à realidade que nos encontramos para que haja aprendizagem de fato, se não será somente uma aprendizagem mecânica com uma vaga ou nenhuma lembrança no futuro. Na educação infantil quando precisamos ensinar as crianças noção de cidadania por exemplo, é preciso vivenciar, observar, significar e processar para que realmente elas aprendam e possam transformar o meio em que vivem. Assim aprendemos progressivamente de acordo com a maturidade cognitiva de cada um; sempre fazendo pontes de ancoragem para outros conhecimentos assimilados.
Desta forma, precisamos é de escolas que preparem a partir da vida e para a vida, que parta das problemáticas reais. Não podemos seguir educando com modelos baseados em currículos do século passado, deixando de lado o ser humano em sua totalidade. Os professores tem e terão que buscar técnicas de ensinagem impactantes, trazendo as emoções dos seus alunos juntamente com os pensamentos. Fazer os educandos refletirem sem esquecer o que sentem em cada momento. A escola tem que estar interessada em formar pessoas resilientes, sociais, criativas e capazes de transformar situações adversas em oportunidade de bem estar." http://www.facebook.com/sosampaio

Muitissimo obrigada querida, maravilhosa participação! 

                         

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Como as novas tecnologias podem auxiliar o processo de Ensino a Distância?



O processo de ensino e aprendizagem está a cada dia sofrendo mais influência das novas tecnologias de comunicação e informação. Com a melhora física e lógica das redes de comunicação torna-se possível realizar o trabalho de mediação de forma:

a) Síncrona (  tempo real ou on-line)
O aluno possui uma condição especial de tempo, pois este pode a qualquer tempo, desde que respeitando o cronograma de um curso, acessar o material didático com uma interatividade descompromissada, desde com material impresso ou on line.

b) Assíncrona ( off-line ) 
O aluno não possui um compromisso direto com o tempo e espaço, este pode manter um contato com o professor ou material quando ele tiver um horário disponível. ) com qualidade.

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD)

É o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente. Trata-se de educação que é oferecida a estudantes que estão fisicamente distantes, separados no espaço e no tempo de seus professores. É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias. 
Para Almeida (2003), embora a EAD realizada através de meios convencionais de transmissão dificulte o estabelecimento de inter-relações entre emissor e receptor, processo e produto e apresente altos índices de desistência, ela encontra-se disseminada em todas as partes do mundo, devido à necessidade de atender a crescente parcela da população que busca sua formação (inicial ou continuada) a fim de adquirir condições de competir no mercado de trabalho. 

É mais adequado para a educação de adultos
Principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece no ensino de pós-graduação e também no de graduação.

A distância, é um dos fatores que motivam os alunos ao interesse da EAD. Com a possibilidade da EAD, o aluno não fica sem acesso a educação por habitar em regiões de difícil acesso. O custo da EAD é menor que a educação presencial, pois não têm limite para o número de alunos que podem aprender simultaneamente de um só professor.

Para que alguém realmente aprenda, é necessário que 
queira aprender. 
Entre motivação e aprendizagem existe uma mútua relação, sendo que ambas se reforçam, podendo a motivação da aprendizagem se traduzir no que segue:

• Sem motivação não há aprendizagem; 
• Os motivos geram novos motivos; 
• Êxito na aprendizagem reforça a motivação; 
• A motivação é condição necessária, porém, não suficiente.


                           Comunicações

O computador está praticamente em todas as áreas da atividade humana, a escola tenta adaptar-se para cumprir o seu papel social.

A escola encontra-se integrada na sociedade de forma que, está procura atender as necessidades da comunidade. Atualmente vive-se um momento em que a comunicação passa por grandes transformações graças as inovações tecnológicas.

Dessa maneira, uma solução para o aprendizado nos dias atuais tem sido a Educação a Distância (EAD) via Internet. O uso da Internet para educação é uma ferramenta poderosa, pois, permite que o aluno tenha acesso ao conteúdo em qualquer lugar que esteja e de forma rápida.

a)Comunicação um a um, ou dito de outra forma, comunicação entre uma e outra pessoa, como é o caso da comunicação via e-mail que até pode ter uma mensagem enviada para muitas pessoas desde que exista uma lista específica para tal fim, mas sua concepção é a mesma da correspondência tradicional, portanto existe uma pessoa que remete a informação e outra que a recebe.

b)Comunicação de um para muitos, ou seja, de uma pessoa para muitas pessoas,
como ocorre no uso de fóruns de discussão, nos quais existe um mediador e todos que têm acesso ao fórum, enxergam as intervenções e fazem suas colocações;

c)Comunicação de muitas pessoas para muitas pessoas, ou comunicação estelar, que pode ocorrer na construção colaborativa de um site ou na criação de um grupo virtual, como é o caso das comunidades colaborativas em que todos participam da criação e desenvolvimento da própria comunidade.

A Interação Humano-Computador (IHC)

Vem sendo explorada para solucionar problemas relacionados à aprendizagem na EAD. Para melhor entendimento desse trabalho, parte-se de uma visão geral para especifica, ou seja, na primeira parte é tratado sobre a educação a distância, na sequência as novas tecnologias de informação e comunicação, a interação na educação a distância, a mediação, a motivação, as novas tecnologias nos diversos níveis do ensino, e por fim, as considerações finais.

São consideradas as novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs), entre outras:
• Os computadores pessoais (PCs, personal computers).
• As câmeras de vídeo e foto para computador ou webcams.
• A gravação doméstica de CDs e DVDs.
• A telefonia móvel (telemóveis ou telefones celulares).
• A TV digital.
• O correio eletrônico (e-mail).
• As listas de discussão (mailing lists).
• A internet.
• As tecnologias digitais d

Mas também podem ser utilizados:
O correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o fax e tecnologias semelhantes.

A medida que novas tecnologias de comunicação vão sendo disponibilizadas, esse modo vem sendo melhorado, facilitando a comunicação entre o professor e o aluno.
Contudo o processo de mudança na educação a distância não é uniforme nem fácil. O professor continuará “dando aula” e enriquecerá esse processo com as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam: para receber e responder mensagens dos
alunos, criar listas de discussões e alimentar continuamente os debates e pesquisas cm textos, páginas da Internet motivando professores e alunos com aulas com pesquisa e intercâmbio
(MORAN))

CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A contribuição nas novas tecnologias para o processo educacional quando mediado por novas tecnologias e a distancia. Além disso, cresce a cada dia a facilidade de interação proporcionada pela evolução das interfaces e mecanismos de comunicação entre homem e máquina
Considero como um bom exemplo, este meu blog, que no prazo de menos de uma ano, já atingiu quase 60 mil visualizações, sendo que sua maioria se dá por alunos. Muitos dos quais tive ou tenho aulas semanais, ou mensais, ou que tive a oportunidade de conhecer em algumas poucas aulas, mas que por interesse, continuam me acompanhando on line!
                                                                                 Profª Jackie
Curiosidades: O que é Blended-learning ? 

É a integração de diferentes tecnologias e metodologias de aprendizagem, misturando formação online e presencial, melhorando assim a eficiência a eficácia do processo de aprendizagem.


 O Blended Learning está sendo muito discutido e utilizado no ensino à distância atualmente.










Fonte: http://www.espweb.uem.br/monografias/2008/artigo_renata.pdf


Ética e meio ambiente - Considerações sobre o Novo Código Florestal


 A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, dispõe que:
"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para presentes e futuras gerações"

O que é o Código Florestal?

É um documento que tem por objetivo regularizar o uso das diferentes formas de vegetação no Brasil. Neste, foram criadas uma série de normas e também áreas especiais a serem preservadas. 
Sua primeira versão foi editada em 1934 com o objetivo de estabelecer regras e limitações a serem seguidas pelos proprietários de terras, mas esta lei obteve pouco sucesso, entrando em vigor somente em 1965, por meio da Lei Federal nº 4771, vigente até os dias atuais. 
Houve um aperfeiçoamento dos instrumentos da antiga lei, mas manteve-se seus pressupostos e objetivos:
a) Evitar ocupação em áreas frágeis
b) Obrigar a preservação de um mínimo da flora nativa para garantir um equilíbrio ecossistêmico, entre outros aspectos. Mas, desde então, vem sofrendo modificações através de leis e medidas provisórias.


Novo Código Florestal

Com o objetivo de modificar a Lei Federal nº 4771 de 1965, no que diz respeito à exploração da terra, modificações das áreas de preservação permanente, entre outros aspectos. Este novo código é de autoria do Deputado Sérgio Carvalho, e tem como relator o Deputado Aldo Rebelo.
Algumas das discussões sobre as questões éticas nas relações entre os seres humanos e os demais elementos da natureza se dão a partir da referência a uma ética ambiental, na tentativa de estabelecer princípios éticos que orientem essa relação.


Princípios para fundar uma ética ambiental 

De acordo com esta perspectiva geral, a consciência humana começa a estender-se para incluir cada vez mais indivíduos ou seres na comunidade dos que têm significância moral.

Diferentes correntes da ética ambiental: 

a) Visão antropocêntrica (ética neoliberal e ecossocialismo) - O homem como centro de referência


b) Libertação animal e biocentrismo: A vida como centro de referência
Pense: 
Há princípios éticos contemplados nesse novo código?  Princípios éticos que orientem a relação dos seres humanos com outros seres humanos, ou com os demais elementos da natureza? 

Vejamos: 


O Novo Código refere-se à que corrente de ética ? 

Você sabe?

Se você respondeu Antropocêntrica, parabéns!
"E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado/ todas as ervas que dão semente e se acham na/ superfície de toda a terra e todas as árvores/ em que há fruto que dê semente; isso vos será/ para mantimento (Gênesis)".
                 ( Passagem bíblica colocada no relatório do Novo Código por Aldo Rebelo )

O relator traz implícita essa perspectiva antropocêntrica e utilitarista da natureza

Dentro de uma perspectiva ética que contemple os demais seres da natureza, percebe-se que aos outros seres não são atribuídos valores além da manutenção da vida humana. Na qual o homem é superior aos demais seres vivos.
O relatório do Novo Código Florestal implica questões éticas das relações humanas desde a sua introdução, levantando questões tais como das pequenas propriedades, da reforma agrária, dos criadores de boi e de tantos outros que possuem uma relação direta com as consequências, sejam boas ou ruins, que o novo código possa trazer.

Diante dos argumentos apresentados conclui-se que o novo código florestal não contempla princípios éticos, nem na relação entre seres humanos, nem na relação seres humanos e demais elementos da natureza. Ele é orientado, de maneira geral, por interesses utilitaristas e econômicos. 

Ética e meio ambiente

Pouca ou nenhuma atenção tem sido dirigida no sentido de preservar-se o meio ambiente. Essa preservação tem sido ignorada pelos governos e pela sociedade sistematicamente. 
                                     
                                   

Hoje se combate a ideia de que os recursos naturais eram inesgotáveis:

O capitalismo com seu consumismo desenfreado, que proporciona tanto conforto ao homem, tem causado sérios danos ao meio ambiente, alguns até irreversíveis.Esse processo de destruição imposto ao meio ambiente tem gerado efeitos maléficos para próprio homem. 

O chamado efeito estufa, ocasionado pela destruição da camada de ozônio, o degelo que vem sofrendo as calotas polares, os grandes temporais, as enormes inundações, entre outros, nos faz refletir sobre a necessidade de senão conter, ao menos minimizar essa devastadora exploração dos recursos naturais. 

Atualmente, em todas as camadas da sociedade, tem crescido a consciência da necessidade de uma maior preservação do meio ambiente. Mudanças nas atitudes que causam impacto ambiental e desprezo pela destruição do meio ambiente têm sido os pilares desse movimento.  

Porém, não basta só o Estado intervir 


Se o individuo que é o maior interessado em sua preservação, não tiver essa consciência, do dever do espírito de solidariedade, usando o meio ambiente de forma ética e racional, baseando-se num conceito de respeito para com as futuras gerações.
"Manter o equilíbrio do binômio consumo/preservação do meio ambiente sem afetar a qualidade de vida das pessoas é um dos grandes desafios das modernas legislações ambientais."
Reflita: 

Nas últimas décadas, os grandes impactos gerados pela ação humana colocaram a ecologia no topo da agenda social, não é verdade? Ora, se você fala de meio ambiente, não é mais denominado de eco chato, como acontecia nos anos 80! 

A responsabilidade pela formação de uma consciência ambiental transcende os limites dos formadores de opinião; na nova ética ecológica é dever de todo cidadão bem informado tornar-se o educador daqueles que ainda não desenvolveram esta consciência. 

Desta forma, a integração do homem e meio ambiente se restabelece perante a necessidade eminente da sustentabilidade ambiental, ou melhor dizendo, pela permanência da vida no planeta. Isso sim é ética!

Forte abraço, Profª Jackie

Biografias de referência:

http://www.rc.unesp.br/biosferas/mat0003.php
http://ruc.udc.es/dspace/bitstream/2183/8335/1/AS%209-10%202010%20art%202.pdf

Lembre-se:


                                                                                         Profª Jackie

A TEORIA QUEER NO CAMPO EDUCACIONAL


O referido trabalho tem por objetivo explicitar o caráter contestador e emancipatório da Teoria Queer

Esta teoria sobre gênero que defende a idéia de que a “orientação” sexual e a identidade sexual ou de gênero dos sujeitos são o resultado de um processo de construção social e que, portanto, não 
existem papéis sexuais essenciais ou biologicamente inscritos na natureza humana, mas, formas socialmente variáveis de desempenhar um ou vários papéis sexuais.
Além disso, o referido artigo mostrará como esta teoria se propõe a superação da oposição masculino/feminino, hetero/homossexual, que permeiam os muitos fenômenos sociais nas mais diferentes esferas.


Partindo das idéias de Michel Foucault e Guacira Lopes Louro, busco entender como as questões envolvendo as sexualidades (homoafetividades, neste caso), podem ser tratadas no meio escolar, sugerindo novas formas de pensar o(s) saber(es) sobre a(s) sexualidade(s) e a própria educação.

No entanto, não pretendemos com este artigo apontar soluções nem fórmulas de resolução dos
problemas e conflitos que podem surgir no meio escolar ao se adentrar na trama das 
identidades sexuais dos sujeitos, mas sim, verificar como os saberes produzidos, ligados
á teoria Queer, podem contribuir para tornar a questão menos conflituosa.Palavras-chave:

Teoria Queer, Homoafetividade, Educação.

http://www.lajusufc.org/coloquio/pdf/GT1/Jaime-Peixoto-da-Silva.pdf


Forte abraço, Jackie

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Você sabe o que é Educação Inclusiva?


A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no 9.394/96 (Brasil, 1996), no Capítulo IIIart. 4º, inciso III, diz que é dever do Estado garantir:

Atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino.

Atualmente, já se tornou uma realidade nas redes públicas de ensino, alunos com necessidades especiais frequentarem a escola em salas de aula com inclusão. Isso é importante para que, “independentemente do tipo de deficiência e do grau de comprometimento, possam se desenvolver social e intelectualmente na classe regular” (BENITE, BENITE, PEREIRA, 2011, p. 48).

Isso com certeza é um avanço em relação ao passado, quando um jovem portador de necessidades especiais era excluído da sociedade, sendo mantido somente dentro de sua casa; além de não receber nenhum tipo de educação e de não participar de contatos ou atividades sociais, muitas vezes sendo até mesmo maltratado.

Entretanto, para que a inclusão de fato se concretize, é necessário que os professores estejam preparados para lidar com esse tipo de situação.

O art. 59, inciso III, diz que os sistemas de ensino devem assegurar aos educandos com necessidades especiais “professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns” .

            FATO: Os professores enfrentam dificuldades
Não só em transmitir para esses alunos as disciplinas específicas em suas áreas de formação, mas falta também o próprio conhecimento “para lidar com a língua brasileira de sinais (libras) e com a presença de intérpretes em suas aulas” (SILVEIRA e SOUZA, 2011, p. 38). 

Isso se torna ainda mais complicado quando se trata de professores de ciências, como a Química, pois enfrentam grandes dificuldades em lidar com a construção do conhecimento científico voltado para esse grupo específico. Por exemplo, os alunos surdos sofrem muito com essa questão, porque a Química contém uma linguagem específica, que muitas vezes não tem como ser traduzida para LIBRAS (sinais), dificultando, assim, a construção do conhecimento.


Se existirem profissionais capacitados para realizar a educação inclusiva, o educando com necessidades especiais receberá o devido apoio para prosseguir em seus estudos e carreira profissional.
Se existirem profissionais capacitados para realizar a educação inclusiva, o educando com necessidades especiais receberá o devido apoio para prosseguir em seus estudos.

Dificuldades REAIS:

a. Professores que não são bem preparados

Por isso, torna-se urgente que os alunos de Pedagogia, de Psicologia, das demais licenciaturas e todos os outros profissionais que terão contato com os alunos portadores de necessidades especiais, recebam em sua formação esse preparo. É necessário que todos fiquem “atentos para propostas pedagógicas que auxiliem os docentes no melhoramento de suas concepções e fazeres escolares” (SILVEIRA e SOUZA, 2011, p. 37).

b. Instituições de ensino não contam com recursos físicos e didáticos 

Que visam atender às necessidades desses alunos. Por exemplo,: Alunos cegos necessitam de todos os livros didáticos em Braile, cadeirantes precisam que a estrutura física da escola esteja preparada para recebê-los, tendo, por exemplo, rampas, corrimãos, banheiros adaptados, entre outros aspectos. 

                     O que pode ser de auxílio nesse sentido?

a. Elaboração de vários projetos bem como a inclusão da disciplina nos cursos de graduação citados, conforme a indicação do  Ministério da Educação,  portaria 1.793/94 (Brasil, 1994):
Aspectos éticos-políticos-educacionais da normalização e integração da pessoa portadora de necessidades especiais,

b. Apoio e o investimento dos governos são necessários.
A educação inclusiva no Brasil ainda está em seu estado embrionário, e esperamos que o contínuo aprimoramento de projetos nesse sentido, tanto na formação, como na formação continuada de professores, com o tempo sane ou pelo menos minimize os pontos decadentes do atendimento aos portadores de necessidades especiais.


Texto: Por Jennifer Fogaça - Graduada em Química



http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/educacao-inclusiva.htm

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Metódos e Práticas de Ensino de Geografia

Minha preocupação em sala de aula:


A metodologia pode contribuir significativamente no processo de ensino aprendizagem, instigando o aluno a olhar de forma mais crítica para a realidade que o cerca, e, principalmente, compreender que a paisagem visualizada é resultado de relações sociais, políticas e econômicas, a qual não se manifesta concretamente.

Aliás, perceber a paisagem como resultado de múltiplas relações humanas, estando em constante processo de transformação, sendo o próprio aluno co-participante dessa dinâmica afinal a Geografia da sala de aula aborda o mundo lá de fora, muitas vezes mencionando fatos muito distantes da realidade mais próxima do aluno.

O TRABALHO DE CAMPO 

O processo ensino-aprendizagem da Geografia, com uma proposta metodológica de construção do conhecimento, partindo da realidade vivenciada pelo aluno é o meio escolhido para alcançar o objetivo através da realização de trabalho de campo. O  fato de que a ida a campo seja um instrumento didático e de pesquisa de fundamental importância para o ensino e pesquisa da/na Geografia. Enquanto recurso
didático, o trabalho de campo é o momento em que podemos visualizar tudo o que foi discutido em sala de aula, em que teoria se torna realidade, se ‘materializa’ diante dos olhos estarrecidos dos estudantes, daí a importância de planejá-lo o máximo possível, de modo a que ele não se transforme numa
‘excursão recreativa’ sobre o território, e possa ser um momento a mais no processo ensino/aprendizagem/produção do conhecimento”.

Minhas experiências:

 Dois importantes exemplos aplicados com sucesso por longos anos em minhas aulas:
Realizei esta Trilha ecológica por 14 anos na Serra Catarinense com alunos do ensino médio em parceria com o Snow Valley que aliáis recomendo sempre a qualquer escola

Solo, vegetação, clima, ecologia eram algumas de minhas preocupações

O acampamento, era o ponto forte da trilha, fogueira, contos, socialização!
conheça mais: http://www.snowvalley.com.br/site/
Desenvolveu-se uma metodologia aplicável e exeqüível de trabalho de campo junto com os alunos de Ensino Médio sendo considerado a idade e a série dos alunos envolvidos, desta forma, contemplou-se os elementos geográficos significativos para sua realidade educacional. Entretanto, ressaltou-se a importância
do aprendizado de procedimentos que 
visam à realização de estudos, que resultam na produção de novos conhecimentos. Como esclarece Freire (1998, p.32) “Não há
ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. (...) Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade”. Colocando ainda a importância da produção do conhecimento, segundo Lacoste (2006, p.86) “para a maioria dos estudantes, a experiência da pesquisa se limita a isto; a este exercício
face: http://www.facebook.com/pages/Snow-Valley-Adventure-Park/365000520234882?ref=ts&fref=ts

Pojeto Reamar - Teve inicio em sala de aula, mantido por 4 anos para conscientização ambiental e reabilitação de animais marinhos, equipe voluntária: Alunos e ex. alunos e diversos outros profissionais 
Projeto REAMAR - Ação ao Sul de Santa Catarina/ Brasil
salvamos 240 animais em 4 anos com ajuda de outros 
profissionais que aderiram á idéia
suplementar de reprodução de conhecimentos já elaborados sem que tenham tomado consciência das possibilidades que teriam de produzir, por si mesmos elementos de um saber novo”.
Existem discussões sobre a validade científica do trabalho de campo na
Geografia, no sentido da construção do conhecimento científico, pois a preocupação
é de que o mesmo torna-se meramente um processo empírico de conhecer, ressalta isso dizendo que “O fantasma do empirismo que ronda a produção do conhecimento geográfico leva muitas vezes o pesquisador a reflexões
teóricas elaboradas, mas sem a fundamentação empírica necessária à demonstração e à validação dos conceitos, que aparecem não raro descolados da realidade.


Conclusão:

Dois dos objetivos destes projetos de pesquisa foram inteiramente realizados:

1. De levar os alunos a participarem da realização do trabalho de campo, tanto quanto paisagem e dados gerais da Biogeografia do planalto catarinense, assim como a realidade do litoral do  mesmo, como uma visão de defesa ambiental de um dos nossos maiores problemas; A grande mortalidade de animais marinhos em nossas praias na época de outono/Inverno 

2, Bem como, da coleta de dados, tabulação e o debate em torno dos dados, das informações coletadas tanto nas trilhas quanto no Centro de Reabilitação, dando a oportunidade de traçar perfis destas realidade, com aspectos bem diferenciados vivenciados por moradores de Santa Catarina, tanto no Planalto, quanto na planície!.

Observação: Estes projetos foram devidamente documentados e registrados! 

Prof ª Jackie

Fonte de pesquisa para orientação de publicação:
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/producoes_pde/artigo_adilson_martinez.pdf



Ficarei muito feliz com possíveis comentários de ex.alunos que puderam participar 
de um dos dois Projetos citados acima! Muito Obrigada

Filosofia e Sociologia da Educação

Depois do golpe militar de 1964

O ensino de Filosofia e Sociologia foi substituído pelas disciplinas Educação Moral e Cívica (primeiro grau), Organização Social e Política Brasileira (segundo grau) e Estudos dos Problemas Brasileiros (ensino superior). Essas disciplinas tinham uma ênfase mais vinculada ao regime no poder.

Abertura democrática, depois de 1985

Voltou-se a discutir a reintegração das disciplinas de Filosofia e Sociologia. No governo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso, a reinserção esteve próxima de acontecer, mas o projeto não foi implantado. Desde o início da década de 80, parlamentares, estudantes, professores, entidades da sociedade civil vêm lutando para que a Sociologia e a Filosofia sejam incluídas como disciplinas nos currículos do Ensino Médio, pela seriedade na formação da ética e da cidadania.

Sancionado dia 02 de junho, o projeto de Lei nº 1.641, de 2003

Que torna as disciplinas de Filosofia e Sociologia obrigatórias para oferta aos alunos do Ensino Médio. A lei altera o artigo 36 da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), de 20 de dezembro de 1996, que prevê o “domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia” pelos egressos do ensino médio para o pleno exercício da cidadania.
2008 - Após quase 40 anos, as disciplinas de filosofia e sociologia foram novamente incorporadas ao currículo do ensino médio, em junho de 2008, com a entrada em vigor da Lei nº 11.684. A medida tornou obrigatório o ensino das duas disciplinas nas três séries do ensino médio. Elas haviam sido banidas do currículo em 1971 e substituídas por educação moral e cívica.


A LDB, em seu artigo 36, estabelece que “ao final do ensino médio o educando demonstre (...) domínio dos conhecimentos de filosofia e sociologia necessários ao exercício da cidadania”; também a resolução nº 3/98, em seu artigo 10, inciso i, parágrafo 2º, diz que “as propostas pedagógicas das escolas deverão assegurar tratamento interdisciplinar e contextualizado para (...) conhecimentos de filosofia e sociologia necessários ao exercício da cidadania”; por fim, podemos adicionar, os Parâmetros Curriculares Nacionais (Ensino Médio, volume 4, na página 11) orientam que “o objetivo foi garantir que conhecimentos dessas (...) disciplinas são indispensáveis à formação básica do cidadão, seja no que diz respeito aos principais conceitos e métodos com que operam, seja no que diz respeito a situações concretas do cotidiano social”.

Fontes pesquisadas: LDBEN 9394/96 Amélia Hamze
Profª da FEB/CETEC e FISO-ISEB Barretos
http://educador.brasilescola.com/gestao-educacional/filosofia-e-sociologia.htm

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

POR FAVOR... DEIXEM YOANI SÁNCHEZ FALAR!



Cuba
Cuba, chamada oficialmente de República de Cuba, é um país insular do Caribe. A nação de Cuba consiste na ilha principal de Cuba, além da Isla de la Juventud e de vários arquipélagos menores. Havana é a maior cidade de Cuba e a capital do país.Wikipedia

MoedasPeso cubanoPeso convertível
GovernoEstado socialistaRepública,SemipresidencialismoEstado unitário
Língua oficialLíngua castelhana

No meio de tanta discussão, andei pensando!

Gente, por mais que eu já tenha defendido Cuba, a Revolução em si e até mesmo o Governo Fidel, hoje é lamentável que a liberdade de um povo tenha sido sacrificada em nome de um causa .

Não aceito a Dinastia Castro, em nome de idéias ultrapassadas no contexto atual e muito me entristece ver o governo cubano ser acusado ( com razão)  de inúmeras violações dos direitos humanos, tais como, detenções arbitrárias, torturas, julgamentos injustos e execuções extrajudiciais (também conhecido como "El paredón"). 

O que se chamou um dia de governo revolucionário é hoje condenado por reprimir quase todas as formas de dissidência política e violar os direitos fundamentais de livre expressão, associação, reunião, privacidade, e movimentos contra o governo , Cuba pode até exibir bons êxitos no campo social, porém no campo político, segue com um sistema de partido único, apontando  cada vez mais para um regime ditatorial, disso não tenho dúvidas!

O governo da ilha se defende acusando os Estados Unidos de limitar, com seu embargo econômico, os direitos humanos na ilha. Isso é verdade, sempre fui contra ao brutal embargo econômico contra Cuba imposto pelos EUA desde 1962, que já devia ter sido encerrado pois perdeu o sentido a muitos anos atrás! Afinal a ideia original dos EUA era criar uma situação em que os cubanos fossem às ruas protestar contra o governo e por sua vez derrotar Fidel pela força de um povo insatisfeito economicamente. O que aliais, foi um grande fracasso.

Conclusão? Os  EUA teve que aguentar a formação de uma país socialista (único) no continente Americano.

E por quê ainda persistir neste bloqueio? Sabe-se lá o que pensam estes caras que não conseguiram se afastar do fantasma da "Guerra Fria"!

O que me resta dizer depois desta pequena demonstração de conhecimento?

Deixe Yoani Sánchez Falar! 

O que ela poderia dizer que já não sabemos?



















A blogueira cubana vai aproveitar para criticar o governo de seu país no tour que está fazendo por nove países e o que tem demais?

Quem nunca criticou um governo? Do que tem medo os que querem calar Yoani?

Afinal de contas, plagiando Carlos Drummond de Andrade
Democracia não é a forma de governo em que o povo imagina estar no poder?

Então? Por favor...  Silêncio, deixe Yoani falar, eu "quero" muito escutar!

                                                                                                        Profª Jackie

Por quê meu povo Chora?



Este documentário Ganhou em 1º Lugar o Festival de Cinemas            
                                 do FICCET ~Tubarão/SC
DocumentárioPor quê meu povo Chora? Assista o vídeo Abaixo

As cenas na Palestina foram gravadas por um aluno no próprio território da Palestina no meio do conflito. Este trabalho foi realizado em 2010, por meus ex. alunos de segundo  e primeiro colegial na época.
Outras cenas que são mostradas neste vídeo, foram montadas em estúdios improvisados por eles, já no Brasil! 
Tenho muito orgulho da forma independente que estes jovens mostraram a luta diária de seu povo! 


                            Tema: A luta travada por palestinos e Israelenses desde os anos 40


Que fique bem claro que não tenho o compromisso de defender e debater quais dos lados estão certos no desenvolvimento deste trabalho.
Apenas apresentar a visão de brasileiros filhos de Palestinos que acreditam na sua causa!
                                                                  Forte abraço à todos                                                                                       
                                                                                                       Profª Jackie