terça-feira, 11 de março de 2014

Março, mês da mulher: A Vênus Negra (Sarah Bartmaan)

          Conheça a história da Vênus Negra:  
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A mulher nesta imagem é Sarah Bartmaan, uma Sul Africana que em meados do século XIX foi raptada por Europeus e forçada a expor o que na altura era uma "fisionomia pouco usual". Nessa altura os europeus estavam pouco habituados a ver uma mulher com peitos grandes, ancas largas e traseiro avantajado.

Por esses motivos, todos os dias da sua jovem vida até ao dia da sua morte, Sarah era forçada a actuar e humilhar-se perante homens europeus por causa das suas características físicas. Muitas vezes também era usada como escrava sexual.

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Saartjie Baartman nasceu, em 1789, às margens do rio Gamtoos, no atual Cabo Oriental, na África do Sul. Ela pertencia à família Khoisan (denominada também por bosquímanos, hotentotes, coisã ou san), típica da região sudoeste do continente africano, cujas características físicas e linguísticas eram peculiares.
Sua história de vida foi marcada pelo colonialismo na África do Sul, pelo racismo e o sexismo seja na condição de mulher e vítima de exploração humana, tornando-a um objeto para satisfazer – exclusivamente – os interesses daqueles que eram seus proprietários (ou julgavam ser). 

Quando Sarah morreu o seu "dono" não quis pagar um enterro e seu corpo foi dado a Georges Cuvier, que fez um modelo em gesso, tendo o cuidado de preservar suas dimensões corporais em termos das nádegas e dos órgãos genitais para serem exibidos no Musée de l'Homme, em Paris. por esse motivo, o seu corpo e partes como peitos, nádegas e útero foram cortados e preservados para que continuassem em exposição na Europa. 

Ainda em Paris, ela atraiu a atenção e recebeu a visita de cientistas franceses, em particular, do anatomista francês Georges Cuvier, tendo sido objeto de inúmeras ilustrações científicas, como no Jardin du Roi.

A Vênus Hotentote (Saartjie Baartman) morreu no dia 29 de dezembro de 1815 em decorrência de uma doença inflamatória, provavelmente de sífilis. Os resultados da autópsia foram publicados por Henri de Blainville em 1816 e por Cuvier em Mémoires du Museum d’Histoire Naturelle em 1817. Cuvier anotou, nesta monografia, que Saartjie era uma mulher «inteligente, com excelente memória e fluente em holandês».


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A réplica de seu corpo (em gesso) e o seu esqueleto ficaram expostos no Musée de l'Homme, até o ano de 1985, assim como também os seus órgãos genitais e o cérebro, conservados em frascos de formol.

Quando se tornou presidente da República da África do Sul, Nelson Mandela requereu formalmente à França a devolução dos restos mortais de Saartjie Baartman. Após inúmeros debates e trâmites legais, a Assembleia Nacional Francesa atendeu o pedido em 6 de Março de 2002. Os restos mortais de Sarah Baartman foram inumados na sua terra natal, Gamtoos Valley, em 3 de Maio de 2002. Retornando do lugar onde jamais deveria ter saído.

                                Reflexão

 Ano 2014, não somos mais forçadas a situação tão degradante como aconteceu com Sarah, mostrar o corpo de certa forma tornou-se uma conquista de nossos direitos, mesmo que as vezes usada indevidamente , porém não deixará jamais de ser uma conquista!
                                                                                   Professora Jackie

                                            Assista o Filme: 
                     A Vênus Negra ou Vénus noire
                                                                 trailer abaixo





Fontes de pesquisa:
‪.#‎night_thoughs‬ ‪#‎blackwomen‬ ‪#‎identity‬ ‪#‎respect‬ ‪#‎posture‬ ‪#‎slaves‬ ‪#‎blackhistory‬ #
.http://marlivieira.blogspot.com.br/2010/03/blog-post_08.html
. http://thesubmundo.wordpress.com/2013/10/31/saartjie-sarah-baartman-a-venus-negra/

4 comentários:

  1. Dia internacional da mulher? criado pelos mesmos hipocirtas que as ridicularizam e expõe, por mero desencargo de consciência para dizer o minimo.

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  2. Olá Jackie! Como está?
    Não prestei alguma homenagem às mulheres porque, para mim, são seres tão comuns como os homens, sem distinção de gêneros, e estão aí ajudando a construir a história ou não como eles. Como eles, tão geniais e bizarras, trabalhadoras e criminosas, responsáveis zelosas e baixo nível. Por isso, não canto todas por algumas, nem destaco algumas por todas.
    Já conhecia a história de Saartjie, pois fiz Antropologia e estudei sua triste sina. Tive nojo e ódio daqueles europeus, ditos os evoluídos de então.
    Antes de uma homenagem, a realidade para tacar na cara dos hipócritas! Não comentei nenhuma postagem, a não ser esta, que está mais para abrir os olhos e a mente, do que para enganar e iludir, contribuindo apenas para um comércio oportunista. Adorei sua postura e é de mulheres assim que o mundo precisa!
    Abraço e tenha bons dias!

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  3. Tento imaginar o sofrimento a humilhação vivida por Sarah Bartmaan,uma vergonha tratar um ser humano dessa forma.

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