segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Ataque a tiros nos EUA: Mais um lobo solitário?

Maior ataque a tiros dos EUA

O massacre foi reivindicado pelo Estado Islâmico. O atirador, identificado como Stephen Paddock, de 64 anos, teria jurado lealdade ao grupo há alguns meses, segundo a Reuters, citando a agência Amaq, que é ligada aos extremistas. 


No entanto, o FBI, a polícia federal americana, afirma que não foi encontrada nenhuma evidência de conexão de Paddock com grupos terroristas internacionais. Mais cedo, o xerife da polícia de Las Vegas, Joseph Lombardo, disse acreditar que não se trata de um atentado terrorista e afirmou que o atirador era um morador local, um "lobo solitário".


A primeira informação oficial era de que o suspeito havia sido morto por policiais. Mais tarde, no entanto, Lombardo afirmou que o atirador se matou antes da chegada das forças de segurança. Com ele, foram encontradas 10 armas.


O que é um lobo solitário?

Denomina-se “lobo solitário” o terrorista que age sozinho, no momento e no local que julgar conveniente. Seu surgimento, na história, deu-se no final do século XIX, quando indivíduos simpatizantes dos anarquistas, por conta e risco próprios, tomavam a iniciativa de planejar e executar atentados. Ao longo do século XX, surgiram outros “combatentes solitários”. No universo desse tipo de terrorista, há dois grandes grupos: o grupo formado por aqueles que não se vinculam a nenhuma entidade, nem recebem instruções de ninguém ou devem obediência a alguém, e o grupo daqueles que igualmente agem sozinhos, não recebem orientação, nem são necessariamente filiados a uma organização, mas com ela se simpatizam e por ela se sacrificam, ainda que isso não lhes tenha sido exigido.


Atenção saiba mais:

Site Gun Violence registra o total de 272 grandes tiroteios nos Estados Unidos no decorrer deste ano, sem considerar ainda o de Las Vegas. 


Relembre os maiores ataques no país.




Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/policia-investiga-relatos-de-atirador-em-casino-em-las-vegas.ghtml

domingo, 1 de outubro de 2017

O dia que a Espanha perdeu a Catalunha!

Independência e o "sim" ganha com 90% dos votos, Catalunha agora é um país!


Foram contabilizados mais de dois milhões de boletins, segundo o governo catalão. Madrid fala em "farsa eleitoral". Pelo menos 844 pessoas ficaram feridas. Rajoy vai segunda-feira ao Parlamento, depois de reunir com partidos. Terça-feira há greve geral na Catalunha.

O que argumentam os independentistas?


Os independentistas afirmam que a Constituição de 1978 é "hostil aos catalães" e que há no país um processo de "asfixia" da autonomia e de recentralização da comunidade. Além disso, reclamam que a Catalunha, cuja economia é uma das mais importantes da Espanha —representa 19% do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol— contribui demais com o orçamento nacional, que serve para financiar todas as demais regiões do país.

E como se chegou à situação atual?

Dezessete meses depois de assumir a presidência da Generalitat, Puigdemont anunciou em 10 de junho de 2017 que estava convocando um referendo popular para 1º de outubro, em que se perguntaria à população: "Quer que a Catalunha seja um Estado independente em forma de República?". O anúncio da data e da pergunta acontecia sem a certeza de que o referendo poderia, de fato, ser realizado.
Rajoy recorreu ao Tribunal Constitucional, que afirmou que a consulta era ilegal, pois não estava prevista na Constituição. Ou seja, para acontecer, seria necessário mudar o texto constitucional. O Governo catalão respondeu que não acataria a decisão, despertando a reação do Governo central. Conforme os dias avançavam, a tensão entre as duas partes foi aumentando: 14 membros do comando que organiza o referendo acabaram presos e 10 milhões de cédulas eleitorais foram apreendidas. Milhares de pessoas tomaram as ruas em protesto. Argumentam que a postura da Espanha é antidemocrática ao impedir uma consulta popular.
Mais de 300 feridos, polícias contra polícias. O domingo na Catalunha fica marcado pela violência devido ao referendo pela independência.
O que vai acontecer agora?
Isso é algo que ninguém arrisca prever. Ninguém sabe, sequer, se a consulta vai ocorrer. O temor de violência é grande, já que Governo determinou o fechamento dos colégios eleitorais e deslocou para a Catalunha 6.000 policiais. Rajoy também colocou sob o seu comando os Mossos, a polícia catalã que pertence ao Governo regional, mas ele não sabe se estes policiais seguirão suas ordens. No resto da Espanha, a postura de Rajoy tem apoio majoritário, ainda que também encontre críticas pela falta de habilidade do primeiro ministro para lidar com a situação, que pode ter funcionado como combustível para que milhares de catalães tomem as ruas em protesto.
O comparecimento às urnas, caso elas cheguem a ser disponibilizadas, também é uma incógnita. Até agora não se sabe como pensa exatamente o cidadão comum da Catalunha que está no meio das duas posições mais extremadas. Nas últimas eleições regionais em 2015, os partidos que defendem a independência conseguiram 47,80% dos votos. Uma pesquisa de abril do Instituto Metroscopia apontou que 44% dos catalães votaria a favor da independência em um referendo legal —5 pontos menos dos 49% que continuariam na Espanha. E, mais recentemente e após a escalada da tensão, uma nova pesquisa feita na semana passada apontou que 61% dos catalães consideram que o referendo, caso ocorra, não pode ser considerado válido. Mas na mesma pesquisa 82% afirmaram ser a favor de um acordo entre os governos central e Barcelona para realizar um referendo dentro da lei.
Saiba mais:

A diferença entre a Catalunha e a comunidade autônoma de Madri, por exemplo, é que ela possui uma cultura e uma língua próprias (o catalão), assim como acontece, por exemplo, com o País Vasco e a Galícia. Ela está localizada no nordeste, na fronteira com a França, e é formada por quatro províncias: Girona, Lleida, Tarragona e Barcelona, que é a capital. E tem uma população aproximada de 7,5 milhões de habitantes (15% da população espanhola), o que a coloca como a segunda maior comunidade da Espanha (Andaluzia é a primeira).

Referendo independentista da Catalunha: uma situação inédita na União Europeia

Fontes: 
https://www.publico.pt/2017/10/01/mundo/noticia/ao-minuto-o-dia-da-rebeliao-catala-1787300#&gid=1&pid=7

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/25/internacional/1506329240_46658


A quem interessa uma escola sem partido? Já pensou nisso?


Perfeito! Entendeu pq sou contra escola sem partido? Porque tem partido sim interessado neste tipo de escola, acorda povo!


O conhecimento é tecido nas relações humanas. Decorre daí que é produto de uma concepção de humano e de ciência. Não há como se falar de neutralidade no saber,  
não chegamos ao século 21 contando apenas uma versão da História e não será agora que contaremos. 

Nossos filhos e filhas têm direito a uma formação integral. Nossa luta na defesa de uma escola de qualidade inclui o acesso a muitos saberes, as diversas versões da história, dos acontecimentos, dos fatos, e estes são emitidas diariamente por milhões de professores em sala de aula pelo mundo a fora!

Se você procurar saber quem são eles, perceberá que são de pensamentos dos mais divergentes possíveis, e é esta a grande contribuição da construção do saber dos nossos jovens! Estes garotos e garotas são mais inteligentes que você imagina. Não são direcionados pra este ou aquele repasse de conhecimento como você pode supor, eu trabalho a mais de 20 anos em sala de aula e sei muito bem o que estou falando, eles analisam, estudam e definem sua opinião sim! Por favor não subestime a opinião dos meus, dos nossos alunos, não admito!

Me tomo como exemplo em sala de aula... constantemente apresento os mais variados posicionamentos  da conjuntura nacional e internacional! Como por favor me expliquem,  não apresentar opiniões sobre a atuação desastrosa do atual presidente dos EUA Sr. Donald Trump na comunidade internacional? Ou o interesses econômicos no mundo, as ditaduras que escravizam povos e seus direitos humanos? 

Como acompanhar atentamente com meus alunos o desenrolar dos conflitos existente no Brasil e no mundo, sem interagir, posicionar-se, fazer uma leitura reflexiva? COMO?

Definitivamente não concordo com esta amordaça e me sinto velha demais para usá-la!

O que fazer?
 REFLETIR. Eu sempre que estou confusa em uma reileitura de acontecimento, pego-me pensando:

A quem interessa isso? Porque querem mudar? Quem quer mudar?

Pense, pense, pense! 


Forte abraço

Prof. Jackie Fernandes


Bonecas Abayomi: Símbolos de resistência e amor. Parte II


Nono ano - turma 2017 - Colégio Futurão - Alunos da Prof. Jackie de Geografia

O por que da Escolha das Bonecas Abayomi para Conclusão de Conteúdo Trimestral  sobre Continente Africano?
Algumas das bonecas confeccionadas  pelos alunos do 9º ano - As Abayomi não possuem demarcação de olho, nariz nem boca, isso para favorecer o reconhecimento das múltiplas etnias africanas. 
Para Encerrar o conteúdo do Trimestre de Geografia sobre Continente Africano, mais uma vez utilizei minha experiências com as maravilhosas bonecas abayomi, e mais uma vez o resultado foi maravilhoso. Sempre que trabalho com elas, sinto-me apaixonada pela sua história e pela força de um povo que sofreu um processo de migração forçada da forma a mais violenta e cruel que se pode imaginar.
Como o Brasil tem parte de sua história feita por africanos, não posso deixar de evidenciar este contexto histórico.

Qual a história por detrás destas bonecas ?



É na verdade uma linda história de amor! Para acalentar seus filhos durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros – navio de pequeno porte que realizava o transporte de escravos entre África e Brasil – as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como brinquedos a estas crianças que presenciavam as mais terríveis cenas naqueles porões fétidos, sem liberdade, convivendo com a dor, a morte e o medo. As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, em Iorubá, uma das maiores etnias do continente africano cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim.

A partir de todos estes elementos é possível ter uma dimensão da importância das bonecas Abayomi para história do Brasil e sua relação com o continente africano. Além de serem encantadoras, elas se colocam como elemento de afirmação das raízes da cultura a brasileira e também do poder e determinação das mulheres negras.




Super indico esta atividade os alunos adoram a produção, a história e depois trocam as bonecas entre si, ou dão de presentes para professores ou familiares, pois reza a lenda de quem oferecer uma abayomi confeccionada por ele estará ofertando também muita alegria e amor a pessoa que esta recebendo, Lindo não?


Portanto muitas abayomi para você!


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

A Catalunha não quer mais a Espanha!


Por que o Governo da Catalunha quer ser independente da Espanha?


Esses são os dados essenciais para se entender um conflito que colocou a Espanha no momento político mais complicado em 40 anos de democracia



Espanha está vivendo o momento político mais complicado após a queda, em 1975, da ditadura militar que governou o país durante 40 anos. O intento dos nacionalistas catalães de convocar de forma unilateral um referendo de independência declarado ilegal pela Justiça causou um enorme racha com o resto da Espanha e dentro da própria Catalunha. O Governo espanhol enviou uma grande força policial à região, no canto nordeste do país, e prendeu vários dirigentes políticos que comandavam a organização do plebiscito. Apesar disso, as autoridades catalãs insistem na sua desobediência e tentarão realizar o referendo no domingo próximo, dia 1º de outubro. A tensão é muito grande, com protestos diários nas ruas de Barcelona e outras cidades da região, enquanto no resto da Espanha a posição de força do Governo de Madri (Partido Popular, centro-direita) tem um amplo apoio político e social.
A Catalunha nunca foi uma nação independente, mas tem há muito um Governo próprio, conhecido como Generalitat. Ela estava integrada dentro do reino de Aragão, cuja unificação com Castela, em 1492, deu origem ao nascimento da Espanha. Tem uma língua própria, falada pela maioria da população. A Catalunha sempre foi uma das regiões mais ricas do país e uma das primeiras a conseguir o desenvolvimento industrial. 
O sentimento nacionalista cresceu na segunda metade do século XIX e consolidou-se no início do século XX. Nos anos 30 a Catalunha conseguiu autonomia política dentro da República espanhola e os nacionalistas governaram a região. Após um golpe militar em 1936 e três anos da Guerra Civil, o general Franco tomou o poder e resistiu nele ao longo de 40 anos. A Catalunha, como o resto do país, viveu sob a repressão. O poder ficou totalmente centralizado em Madri e o uso oficial do idioma catalão foi proibido.
A morte de Franco trouxe a democracia. A nova Constituição deu à Catalunha uma grande autonomia política e reviveu a Generalitat. Desde então o partido majoritário foi quase sempre o nacionalista conservador Convergência e União (CiU) que, ainda que lutava por conseguir mais poder para a região, não defendia posições independentistas e até assinava frequentes acordos políticos em Madri com os grandes partidos espanhóis.
O atual enfrentamento começou em 2010, em um momento no que a Espanha estava vivendo uma profunda crise econômica que afetou com especial virulência a Catalunha. Quatro anos antes, os catalães aprovaram em referendo uma nova lei autônoma (Estatuto) que ampliava os poderes da Generalitat e definia a Catalunha como uma nação dentro da Espanha. O conservador Partido Popular fez uma barulhenta campanha em todo o pais contra a nova lei catalã e apresentou um recurso no Tribunal Constitucional espanhol, o qual cortou consideravelmente o Estatuto e não permitiu o uso da palavra nação. Após a sentença, dezenas de milhares de catalães saíram às ruas para protestar na maior manifestação na democracia em Barcelona. A partir desse momento, a escalada do conflito só aumentou.
As pesquisas de opinião mostram que a população catalã está muito dividida, sem uma maioria clara a favor da separação da Espanha. Segundo o último levantamento feito pelo próprio Governo catalão, há dois meses, 49% eram contra a independência, e 41% a favor. Mais uma pesquisa realizada na última semana pela empresa Metroscopia para o EL PAÍS salientou que 61% acham que o referendo convocado para o 1º de outubro não é válido legalmente. Porém 82% desejam que os governos de Madri e Barcelona negociassem um acordo para realizar um plebiscito dentro da legalidade. Para isso, seria preciso a abertura dum processo de diálogo. Mas faz muito tempo que as conversas entre as duas partes foram interrompidas.
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/15/internacional/1505488932_556803.html

Alunos de olho na Coreia do Norte!

A Guerra Fria dividiu o mundo em duas zonas de influência: uma capitalista, sob a liderança dos EUA, e outra comunista, controlada pela União Soviética (URSS). Sob este contexto, a Península Coreana deu origem à Coreia do Norte, sob influência da URSS, e a Coreia do Sul, alinhada com os EUA.

A crise envolvendo o programa nuclear norte-coreano ganhou um novo capítulo após o regime do ditador Kim Jong Un testar uma bomba de hidrogênio, cujo poder de destruição é maior do que o dos artefatos nucleares convencionais. A agência estatal norte-coreana declarou, ainda, que a bomba pode ser acoplada em um míssil de alcance intercontinental. Isso demonstra que o programa nuclear da Coreia do Norte atingiu um nível de sofisticação capaz de realizar um ataque com armas atômicas contra os Estados Unidos (EUA). Por isso, o teste com a bomba de hidrogênio elevou ainda mais a tensão entre os dois países.

Como tudo Começou:
Em 1950, a Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul, deflagrando a Guerra da Coreia. Uma trégua foi assinada em 1953 no Tratado de Arsmistício, estabelecendo uma zona desmilitarizada na fronteira entre os dois países no paralelo 38. Mas as Coreias permanecem tecnicamente em guerra, já que não foi assinado nenhum acordo de paz.
2. O regime norte-coreano
Estátuas de bronze dos ex-líderes norte-coreanos Kim II Sung e Kim Jong II, em Pyongyang (iStock)
A Coreia do Norte é um país "comunista" de partido único sob controle da dinastia Kim desde 1948. A nação é economicamente atrasada, fechada à comunidade internacional e tem seu comando baseado no culto à personalidade do atual líder, Kim Jong Un, que herdou do pai e do avô a chefia do regime.
Na ditadura norte-coreana não há liberdade de imprensa e direitos civis. Recomendo assistir o documentário português: Liberdade ou Morte) O regime é acusado pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU de promover prisões abusivas, assassinatos, escravidão, tortura e estupros contra dissidentes. A Coreia do Norte é o país mais militarizado do mundo, com uma estimativa de 1,2 milhão de soldados e 6 milhões de reservistas para uma população de 25 milhões.
3. O programa nuclear
Protesto em Seul, capital da Coreia do Sul, contra teste nuclear realizado pela Coreia do Norte em janeiro de 2016. Cartaz mostra a imagem do líder norte-coreano Kim Jong Un (Chung Sung-Jun/Getty Images)
Com o fim da União Soviética, em 1991, a Coreia do Norte perdeu o apoio financeiro da antiga potência e entrou em crise econômica. Seguidas safras ruins provocaram escassez de alimentos e centenas de milhares de pessoas morreram de fome. O governo passou a depender da ajuda financeira de seus rivais – EUA, Japão e Coreia do Sul. A partir de 2000, as potências ocidentais começam a estimular negociações para a reunificação das Coreias.
Para garantir a sobrevivência do regime, a Coreia do Norte iniciou um programa nuclear, acreditando que a posse de armas atômicas conseguiria dissuadir qualquer ação dos EUA para tentar derrubar o governo. Também foi uma forma que o regime encontrou para ter maior poder de barganha com as grandes potências e conseguir exigir concessões econômicas. Em 2006, o país testou pela primeira vez uma bomba atômica com sucesso. Desde então, a Coreia do Norte já realizou outros cinco testes nucleares – o último, neste domingo (3/9).
4. As negociações
Conselho de Segurança da ONU discute a situação dos Direitos Humanos na Coreia do Norte (Kena Betancur/Getty Images)
Desde o primeiro teste nuclear da Coreia do Norte, as potências ocidentais tentam convencer o país a abandonar suas ambições nucleares. Complexas negociações têm andamento, com os norte-coreanos barganhando benefícios como envio de petróleo e alimentos em troca do fechamento de reatores nucleares e permissão para inspeções internacionais. Mas nas poucas vezes em que as partes chegaram a um acordo, o regime norte-coreano rompeu o compromisso e deu prosseguimento ao programa nuclear.
Com o avanço dos testes atômicos, a ONU impôs diversas sanções à Coreia do Norte que incluem proibição de viagens e congelamento de ativos de funcionários do regime, além de materiais, equipamentos e tecnologias que foram proibidos de serem exportados para o país.
5. A crise atual
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega à Casa Branca, em Washington, em abril de 2017 (Olivier Douliery-Pool/Getty Images)
Até recentemente, os EUA vinham lidando com a ameaça norte-coreana de forma diplomática, impondo sanções na tentativa de sufocar a economia e forçar  o regime a desistir de seu programa nuclear. Mas, ao ser pressionado, Kim Jong Un tem respondido com uma retórica agressiva, ameaçando com novos testes e dizendo-se pronto para entrar em uma guerra.
A atual crise começou com a intensificação da atividade militar da Coreia do Norte, que passou a testar a capacidade de novos mísseis desde o início do ano. Disposto a não tolerar as provocações norte-coreanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, que assumiu em janeiro deste ano, ameaçou uma retaliação energética em caso de um novo teste nuclear, como o que foi realizado no último domingo. Mas sem força de um líder sério Trump se perde em comentários banais e frívolos piorando a cada novo impasse a diplomacia entre os dois países.
Apesar da retórica agressiva de Trump, uma ação militar contra a Coreia do Norte é extremamente arriscada. Devido ao isolamento da Coreia do Norte, não há uma estimativa precisa do arsenal do país. Acredita-se que o regime disponha de mais de mil mísseis de diferentes alcances. Os testes recentes levam a crer que o país ainda conseguiu desenvolver um míssil balístico intercontinental capaz de abrigar uma ogiva atômica capaz de atingir os EUA. Além disso, no caso de sofrer qualquer ataque militar, o regime de Kim Jong Un tem poder de fogo para realizar um ataque nuclear contra nações vizinhas, como a Coreia do Sul e o Japão.
Outra nação que desempenha um papel importante nesta crise é a China, principal aliada dos norte-coreanos, que tenta  convencer os dois lados a não elevar a tensão. O interesse chinês em manter a Coreia do Norte longe de um conflito obedece a razões mais práticas do que ideológicas – se houver um colapso do regime norte-coreano, a eventual unificação da Coreia resultaria em fortalecimento da influência norte-americana em região próxima de sua fronteira. Além disso, a eclosão de um conflito provocaria quase certamente um movimento de refugiados em direção ao território chinês, o que o governo de Pequim busca evitar.
Como o programa nuclear norte-coreano já foi motivo de outras crises agudas no passado, espera-se que a atual tensão não passe da retórica agressiva e troca de acusações entre EUA e Coreia do Norte. Mas, diante de dois líderes intempestivos como Donald Trump e Kim Jong Un, o desfecho dessa crise é imprevisível.

Fonte : https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/atualidades-vestibular/5-passos-para-entender-a-crise-na-coreia-do-norte/

Beijos da Professora Jackie

quarta-feira, 14 de junho de 2017

PROVA DE GEOGRAFIA COMENTADA SISTEMA ACAFE INVERNO DE 2017

PROVA DE GEOGRAFIA SISTEMA ACAFE INVERNO 2017
Atenção alunos observe,  que esta prova pede muito no enunciado a questão incorreta ou exceto, uma característica marcante da prova de Geografia da Acafe, além de ser extremamente conteudista. 

57) Sobre escala geográfica e escala cartográfica é correto afirmar, exceto:

a) As representações em escalas grandes mostram áreas maiores em que aparece com dificuldade o detalhamento das áreas projetadas como, por exemplo, 1:10.000.
Alternativa incorreta é a  letra A - as escalas grandes mostram áreas menores em que aparece com facilidade o detalhamento da área representada. O exemplo de
1:10.000 é exemplo de escala grande. O denominador menor indica uma escala grande.
b) A escala geográfica define um recorte espacial, seja local, regional, nacional ou mundial; enquanto a escala cartográfica delimita a escala de representação no mapa, isto é, a proporcionalidade entre o objeto real e a representação.
C) A representação da realidade no mapa é estabelecida por uma correspondência entre as dimensões dos objetos representados e as do
papel, dadas por uma escala, que expressa quanto os elementos do espaço foram reduzidos.
D) A escala é considerada pequena quando se reduzem muito os elementos a serem representados para que possam caber numa folha ou mapa, como é o caso de 1:24.000.000.

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58) O mundo contemporâneo apresenta ainda muitos conflitos, alguns dos quais antigos, porém acompanhados pela emersão de novos. Para entender a geopolítica atual é preciso considerar o jogo das potências.
I Do ponto de vista cultural a influência exercida pelos Estados Unidos no mundo é muito grande e do ponto de vista econômico esse país ainda mantém de forma clara a supremacia sobre os demais, ocupando o primeiro lugar
em relação ao Produto Interno Bruto.
ll A União Europeia (bloco formado por países europeus), do ponto de vista estratégico-militar, constituiu forças armadas unificadas
que substituíram a OTAN, extinta com o fim da Guerra Fria.

lll A China é personagem importante na geopolítica mundial: tem o maior exército do mundo, é potência nuclear e membro do Conselho de
Segurança da ONU, e tem a maior população do planeta.
IV A Índia, país do BRICS, é uma potência nuclear com mais de um bilhão de habitantes e destaca-se por possuir uma classe média quantitativamente elevada, o que lhe assegura significativo mercado consumidor interno.

Todas as afirmações corretas estão em:
A ) I - IV
B ) III - IV
C ) I - III - IV
D ) II - III - IV

Observação: A II não esta correta, pq a União Européia não possui forças armadas e unificadas e a OTAN ainda existe.

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59. "A Terra provê o suficiente para as necessidades de todos os homens, mas não para a voracidade de todos. Mahatma Gandhi – líder indiano.

Fonte: www.frase.co/de/mahatma-gandhi. (Acessado em 11/05/2017)

Sobre a frase de Gandhi e o meio ambiente à mercê da ação humana, todas as alternativas estão corretas, exceto a:
 
A) A água doce é um elemento estável e sua  contínua reposição, mesmo com sua poluição e consumo crescente, se faz graças ao ciclo hidrológico, responsável pela renovação e infinitude desse recurso.
Alternativa incorreta - a água doce é um recurso renovável, porém finito.
B) qual impactou regiões e atividades produtivas, resultando em milhares de pessoas atingidas, cidades sem abastecimento de água e no rio
Doce destruído.
C) A generosidade da Terra, mesmo com o meio ambiente sendo danificado, continua ajudando na produção de alimentos, muito embora o acesso a eles não ocorra a milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, que vivem na
pobreza e subalimentadas.
D) A concentração de riqueza nas mãos de poucos tem a ver com a voracidade ou com a avidez representada pelas grandes corporações que controlam tanto a economia quanto a política.

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60) Santa Catarina é um estado de grande diversidade geográfica, tanto física quanto humana. Sobre ele é correto afirmar, exceto:

A)  Santa Catarina tem nas suas características geográficas, com enseadas e baías, a possibilidade de instalações portuárias, como é o caso dos portos de Itajaí, Imbituba, Itapoá, Navegantes e São Francisco.
B) A fachada atlântica catarinense de inúmeras bacias hidrográficas foi a região de colonização europeia onde se desenvolveram importantes cidades catarinenses.
C)  A gênese e formação do território catarinense aponta a facilidade inicial de ligação entre o planalto e o litoral, sobretudo a ocupação do oeste do estado, efetivada pelos excedentes
de colonizadores europeus dos vales fluviais litorâneos de Santa Catarina.
Alternativa incorreta - Inicialmente havia muita dificuldade de ligação entre litoral e planalto. No
planalto as ligações eram mais na direção norte-sul.
O Oeste será ocupado pelos excedentes gaúchos
D ) A bacia hidrográfica do Itajaí-Açu, com aproximadamente 16% do território catarinense,
apresenta grande complexidade geoecológica, sujeita a dinâmica dos processos erosivos e
tem fragilidade ambiental devido à configuração da bacia e declividade dos cursos d’água, além
da ação antrópica existente em toda a sua área.
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61. A dinâmica terrestre mostra o planeta em constante transformação tanto em seu interior
quanto na sua porção externa.
Analise as afirmações a seguir quanto à geografia física geral e do Brasil.

I. O relevo e o modelado da superfície da Terra são decorrentes da atuação dos agentes endógenos, como é o caso das forças tectônicas e dos agentes exógenos, que modelam e atuam de forma contínua no tempo geológico.

ll . A erosão e o intemperismo são dois processos que agem no relevo, sendo que as rochas sofrem em relação ao segundo, dependendo do ambiente, a desagregação física e a decomposição química.

lll . A estrutura geológica do território brasileiro é constituída pelos escudos ou maciços antigos,
por dobramentos modernos, os mais recentes, e pelas bacias sedimentares, as quais predominam com 64% do território nacional.
Afirmação III: Incorreta, porque o Brasil não dispõe em seu território de dobramentos modernos.

IV.  A compreensão do clima de um lugar ocorre com o conhecimento da sucessão dos diferentes tipos de tempo - estado momentâneo da atmosfera - que atuam nesse lugar durante um período suficientemente longo.

Todas as afirmações corretas estão em:
A  I - IV
B  II - III
C  I - II - III
D  I - II - IV

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62) No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza os censos demográficos
e econômicos, e considera população urbana aquela residente no perímetro urbano de
cada município.

Municípios com mais de 1 milhão de hab.       Ordem UF Municipios     População em 2016

1º                                                                                 SP São Paulo                  12.038.175

2º                                                                                 RJ Rio de Janeiro              6.498.837

3º                                                                                 DF Brasília                        2.977.216
4º                                                                                 BA Salvador                      2.938.092

5º                                                                                 CE Fortaleza                      2.609.716

6º                                                                                MG Belo Horizonte            2.513.451

7º                                                                                AM Manaus                        2.094.391

8º                                                                               PR Curitiba                          1.893.997

9º                                                                               PE Recife                             1.625.583

10º                                                                             RS Porto Alegre                   1.481.019

Fonte: http://cgp.cfa.org.br/ibge-divulga-as-estimativaspopulacionais dos-municipios-em-2016/. 

Sobre a tabela acima e a urbanização brasileira é correto afirmar, exceto:

A)  As regiões Sudeste e Nordeste, a conforme a tabela, possuem três municípios cada uma, seguidas do Sul com dois, Centro Oeste e Norte com um cada, sendo o Sudeste a região de maior concentração demográfica no Brasil.

B) No Brasil, com a nova classificação das cidades a partir da globalização, as duas primeiras
cidades da tabela, São Paulo e Rio de Janeiro, são consideradas cidades globais do tipo Alfa, pois a oferta e os fluxos de bens e serviços, bem como a densidade e a qualidade da infraestrutura urbana resultam em poder e influência entre os maiores nós da rede urbana mundial.
Alternativa incorreta - A Globalization and World Cities, (GaWC) do Departamento de Geografia da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, classificou mais de uma centena de cidades no mundo. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro são classificadas como cidades globais do tipo Alfa e Beta, respectivamente. Rio de Janeiro não tem oferta e fluxos de bens e serviços, assim como densidade e qualidade da infraestrutura urbana para estar entre os maiores nós da rede urbana mundial, no caso a categoria Alfa.

C)  A tabela mostra os 10 municípios mais populosos, e a ausência de municípios catarinenses
nesta mostra explica-se pelo fato de não existirem em Santa Catarina unidades administrativas
com mais de um milhão de habitantes, mesmo que Joinville e Florianópolis sejam os maiores em população absoluta.

D ) Demanda cada vez maior de tempo para deslocamento, violência, falta de infraestrutura,
poluição do ar, das águas, do solo e visual, segregação espacial, subemprego e submoradia
são características que marcam as grandes cidades brasileiras, muito pela falta de planejamento.

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63) A agropecuária sempre exerceu, ao longo da história, papel de destaque na economia
brasileira. Sobre essa atividade econômica é correto afirmar, exceto:

A)  A agricultura patronal é aquela executada por empresas agrícolas submetidas à indústria,
aos serviços e ao comércio, formando desta forma uma cadeia produtiva, fato ligado ao
agronegócio.

B)  A Constituição de 1988 instrumentalizou o Estado brasileiro com os recursos legais que
viabilizaram o desenvolvimento do espaço rural, através da monocultura e da mecanização, fortalecendo a agricultura familiar, responsável por manter os pequenos proprietários e trabalhadores
rurais no campo.
Alternativa incorreta - Mesmo que a Constituição de 1988 tenha os instrumentos legais para viabilizar o desenvolvimento do espaço rural, na prática estimulou-se a monocultura e a mecanização que resultou entre 1950 e 1980 em acelerada expulsão de pequenos p e trabalhadores rurais do campo para as cidades. Por outro lado, a monocultura e a mecanização só fortalecem a agricultura patronal, a do agronegócio.

C)  No Brasil há um predomínio do número de estabelecimentos relacionados à agricultura
familiar, porém, em relação à área, o domínio fica com a agricultura não familiar, isto é, a patronal,
o que caracteriza uma estrutura agrária ainda muito concentrada.

D ) O Brasil tem uma posição destacada no mercado mundial, tanto em relação aos produtos
agrícolas, como a soja, o café, a cana-de-açúcar e o suco de laranja, quanto em relação
aos galináceos e à carne bovina.

                                                                                       Com carinho professora Jackie