segunda-feira, 8 de abril de 2013

Memória: Depois de 20 anos, Chacina no Carandiru ainda aguarda justica!


                                          

História de sangue e violação dos Direitos Humanos

Motivos da rebelião e intervenção da PM


1. A rebelião teve início com uma briga de presos no Pavilhão 9 da Casa de Detenção. 

2. A intervenção da Polícia Militar, liderada pelo coronel Ubiratan Guimarães, tinha como justificativa acalmar a rebelião no local. 

3. Os Sobreviventes afirmam que o número de mortos é superior ao divulgado e que a Polícia estava atirando em detentos que já haviam se rendido ou que estavam se escondendo em suas celas. 

4. Nenhum dos sessenta e oito policiais envolvidos no massacre foi morto. A promotoria do julgamento do coronel Ubiratan classificou a intervenção como sendo "desastrosa e mal-preparada" 
  

5. Em junho de 2001, o coronel Ubiratan foi inicialmente condenado a 632 anos de prisão por 102 das 111 mortes do massacre (seis anos por cada homicídio e vinte anos por cinco tentativas de homicídio)    

6. Em 2006, o coronel Ubiratan foi assassinado num crime com nenhuma ligação aparente ao massacre,  aparentemente baleado pela namorada. 

7. No muro do prédio onde morava o Coronel foi pichado:  "Aqui se faz, aqui se paga", ato que faz referência ao massacre do Carandiru   
   


O Carandiru chegou a comportar 10 mil presos e foi demolido há 11 anos (2002). 
No lugar, foi construído o Parque da Juventude. Organismos defensores dos direitos humanos denunciaram que o centro foi palco de graves violações de direitos fundamentais.

As histórias vinculadas à penitenciária foram tema de várias obras, entre elas o filme "Carandiru", do diretor Héctor Babenco.
 Que vendeu mais de 500 mil exemplares, e do filme "Carandiru" (2003), de Hector Babenco, que com 4,7 milhões de espectadores 
           



Julgamento - 20 anos de espera
Terá início  o julgamento dos policiais acusados da morte de presos no massacre do Carandiru,  que deixou oficialmente 111 internos mortos. (numero este questinado por sobreviventes e testemunhas)

A primeira fase do julgamento no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista. 

Nessa primeira etapa:
O processo foi desmembrado em quatro partes --dividido por andares do prédio.  Hoje (07/04/2013), sentam no banco dos réus 26 policiais, responsabilizados pela morte de 15 detentos no primeiro andar (também chamado de segundo pavimento).


MEMÓRIA
Os dados também mostram que, apesar de distante no tempo, o massacre não foi esquecido pela população: 91% dos entrevistados pela pesquisa disseram lembrar do fato. 
O número é alto, inclusive, entre os que ainda não eram nascidos ou eram muito crianças na época --oito em cada dez jovens entre 16 e 24 anos dizem conhecer o episódio.

Para a maioria dos entrevistados pela pesquisa (51%), eles sairão de lá condenados pelo júri. Mas apenas 10% acham que, além de condenados, eles serão presos.

"Isso reflete uma sensação na sociedade de impunidade, de que as leis são muito brandas", afirma o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.

Estamos de olho!


Nenhum país deve perturbar a Paz Mundial, diz presidente Chinês

 A questão não é se vai haver uma guerra. Mas quando a guerra vai começar

Presidente da China critica indiretamente ação da Coréia do Norte, mas não tem nenhum plano concreto para lidar com este conflito, que tem elevado as tensões regionais por meio de uma retórica de guerra contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos e de implementação de mísseis nas últimas semanas.

Na sexta-feira, 5, o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte comunicou à comunidade diplomática em Pyongyang que vai elaborar um plano de retirada para os estrangeiros que desejarem deixar o país ou se instalar fora da capital, o principal alvo na hipótese de um conflito militar.
No dia seguinte, a Organização das Nações Unidas suspendeu o envio de novos funcionários para a Coreia do Norte, mas decidiu manter em Pyongyang os que já estão trabalhando no país.
A estratégia chantagista de Kim júnior é a mesma do pai ( KIm Jong Il),  amedrontar o mundo ocidental com a ameaça de uma destruição nuclear em troca de alimentos. 
ONU alerta Coreia do Norte: 'ameaça nuclear não é jogo'
Mas o atual ditador com menos de 3o anos de idade,  conseguiu ser mais eficiente que o pai e colocou o país na imprensa mundial e manter como um dos assuntos de maior destaque nas últimas semanas.
Fontes de pesquisa:

domingo, 7 de abril de 2013

Valeu Galera por mais de 70 mil visualizações no meu Blog【ツ】

"Não há no mundo exagero mais belo que a gratidão."

Jean de La Bruyère

                            Agradeço exageradamente à todos!
                                               
                                                                    Profª Jackie 

【ツ】

sexta-feira, 5 de abril de 2013

REFLEXÃO: Sejamos Justos...

"Ninguém nasce odiando outra pessoa
pela cor de sua pele,
ou por sua origem, ou sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender,
e se elas aprendem a odiar,
podem ser ensinadas a amar,
pois o amor chega mais naturalmente
ao coração humano do que o seu oposto.
A bondade humana é uma chama que pode ser oculta,
jamais extinta."


Nelson Mandela 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Guerra Fria das Coreias!


                 

Ocorreu entre os anos de 1950 e 1953. Teve como pano de fundo a disputa geopolítica entre Estados Unidos (capitalismo) e União Soviética (socialismo). 

Foi o primeiro conflito armado da Guerra Fria, causando apreensão no mundo todo, pois houve um risco eminente de uma guerra nuclear em função do envolvimento direto entre as duas potências militares da época.

Motivos da Guerra

- Divisão da Coreia, após o fim da Segunda Guerra Mundial. Após a rendição e retirada das tropas japonesas, o norte passou a ser aliado dos soviéticos (socialista), enquanto o sul ficou sob a influência norte-americana (capitalista). Esta divisão gerou conflitos entre as duas Coreias.

- A Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul em 25 de junho de 1950. As tropas norte-coreanas conquistaram Seul (capital da Coreia do Sul).

O desenvolvimento da guerra

- Logo após a invasão norte-coreana, as Nações Unidas enviaram tropas para a região a fim de expulsar os norte-coreanos e devolver o comando de Seul para os sul-coreanos.

- Os EUA entraram na guerra ao lado da Coreia do Sul, enquanto a China (aliada da União Soviética) enviou tropas para a zona de conflito para apoiar a Coreia do Norte.

- Em 1953, a Coreia do Sul, apoiada por Estados Unidos e outros países capitalistas, apresentava várias vitórias militares.

- Sangrentos conflitos ocorreram em território coreano, provocando a morte de aproximadamente 4 milhões de pessoas, sendo que a maioria era composta por civis.

"Fim" da Guerra

- O governo norte-americano ameaçou usar armas nucleares contra Coreia do Norte e China caso a guerra não fosse finalizada com a rendição norte-coreana.

- Em 28 de março de 1953, Coreia do Norte e China aceitaram a proposta de paz das Nações Unidas.

- Em 27 de julho de 1953, é decretado a fim da guerra.

Pós-guerra

Com o fim da guerra, as duas Coreias permaneceram divididas e os conflitos geopolíticos continuaram, embora não fossem mais para a área militar. Atualmente a Coreia do Norte permanece com o regime comunista, enquanto a Coreia do Sul permaneceu capitalista.

Fonte: http://www.suapesquisa.com/historia/guerra_da_coreia.htm      
     

A Coreia do Norte diz que a região está à beira de uma guerra nuclear 

Devido às sanções impostas em fevereiro pela ONU por causa dos testes nucleares norte-coreanos, e de recentes exercícios conjuntos dos EUA com a Coreia do Sul, que incluíram uma rara demonstração de poderio aéreo por parte de Washington.
"Se houver qualquer provocação contra a Coreia do Sul e seu povo, deve haver uma forte resposta em um combate inicial, sem quaisquer considerações políticas", disse a presidente Pak Geun-hye numa reunião com o ministro da Defesa e outras autoridades na segunda-feira.

(Techo da Reportagem adicional de Paul Eckert, em Washington) 

Estamos de olho!
Coreia do Norte promete ampliar seu armamento nuclear: bombas são 'tesouro' do país e representam 'a vida nacional', disse líder Kim Joung-un, que ameaça atacar EUA, Coreia do Sul e Japão
Xiiiiiii!!!!


segunda-feira, 25 de março de 2013

UFRGS divulga lista de livros para o vestibular 2014


Quatro livros novos aparecem na seleção














A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) divulgou, nesta segunda-feira (25), a relação de leituras obrigatórias para o vestibular 2014. Desde 2007 a instituição renova anualmente as obras da lista.








Quatro novas obras foram adicionadas à lista:
- "Terras do Sem Fim" de Jorge Amado;
- "Boca de Ouro" de Nelson Rodrigues;
- Doze contos de Murilo Rubião (1 - O pirotécnico Zacarias; 2 - O ex-mágico da Taberna Minhota; 3 - Bárbara; 4 - A cidade; 5 - Ofélia, meu cachimbo e o mar; 6 - A flor de vidro; 7 - Os dragões; 8 - Teleco, o coelhinho; 9 - O edifício; 10 - O lodo; 11 - O homem do boné cinzento; 12 - O convidado);
- "As Parceiras", de Lya Luft.
As obras que permanecem na lista são:
- Seleção de obras poéticas de Gregório de Matos Guerra;
- "O Guardador de Rebanhos", de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa);
- "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida;
- "Esaú e Jacó", de Machado de Assis;
- "A Educação pela Pedra", de João Cabral de Melo Neto;
- "História do Cerco de Lisboa", de José Saramago;
- "O Centauro no Jardim", de Moacyr Scliar;
- "Contos Gauchescos", de João Simões Lopes Neto.

Para o concurso de 2014, saem da lista as obras "Manuelzão e Miguilim (Campo Geral e Uma estória de amor)", de Guimarães Rosa; "O Pagador de Promessas", de Dias Gomes; "Feliz Ano Novo", de Rubem Fonseca; e "O Filho Eterno", de Cristóvão Tezza.

É possível saber mais informações sobre as obras no site do vestibular da UFRGS.







quarta-feira, 20 de março de 2013

Fanatismo. Tudo em excesso não faz bem...FATO!


É o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política. De um modo geral, o fanático é levando à adotar condutas irracionais e agressivas que podem, inclusive, chegar a extremos perigosos, como o recurso à violência para impor seu ponto de vista. 

Fanatismo Religioso: Pode-se definir o fanatismo como uma crença exagerada, uma adesão cega a uma visão de mundo ou doutrina, de tal modo que o fanático identifica sua crença com a verdade absoluta. E se sente o dono da verdade. Pior, considera seu inimigo todos aqueles que não compartilham da sua fé.

Segue abaixo alguns exemplos de fanatismo religioso:
a) Durante os século 16 e 17, a Europa tornou-se o palco de diversas guerras entre católicos e protestante, alguns perpetuados até os dias atuais, como por exemplo o conflito entre Ingleses e Irlandeses.
b) Seria impossível falar em extremismo religioso sem nos lembrarmos das cruzadas e mesmo da impiedosa inquisição feito sob mando da igreja católica, não é verdade?
c) Dentre as muitas ameaças que pairam sobre a atual civilização, destaca-se o terrorismo internacional, muitos seguidores de uma possível e desejada "Guerra Santa". 
d) Beslan (Rússia),  quando assassinaram covardemente crianças indefesas. O colégio foi tomado por militantes muçculmanos chechenos armados em 2004.
e) Quando Hitler discursou que "as lágrimas da guerra preparariam as colheitas do mundo futuro", ele na verdade se autoproglamava ser messiânico, um novo salvador, respons´vel pela limpeza étnica, faz sentido né?
f) E  Bush, na sua ânsia de guerra contra o ditador S. Hussein, não estaria delirando no mesma linha ? Afinal não é sem sentido que os EUA, tem sido um solo fértil de seitas cristãs fanáticas, acredite.
g) O movimento da Jihad islâmica contra os "infiéis do ocidente",  sacrificando inocentes dos dois lados. 
h) Quem lembra a morte do brasileiro Sérgio Vieira de Mello? Alto Comissariado da ONU , que morreu ao defender a democracia no Iraque no meio de tantos teocráticos? 
i) As intermináveis brigas entre xiitas e sunitas? 
j) A guerra de Israel e Palestina?
g) A perseguição aos cristãos na Índia e na Indonésia ?
Enfim teríamos muitos outros para servir como exemplo, mas uma coisa é certa, ninguém pode considerar-se imune à  feroz e traiçoeira crueldade do fanatismo. Os métodos de extermínio podem variar com o tempo, a ideologia político-religiosa pode variar, mas o espírito é e sempre será o mesmo. O da razão absoluta!

Os fanáticos religiosos sempre se consideraram o açoite nas mãos de Deus para punir os “hereges”, os “infiéis”. São os moralistas e fundamentalistas das grandes religiões. 


 De acordo com Diego Omar, professor de Educação da Universidade Federal de Ouro Preto e membro do Núcleo de Estudos da Religião da instituição, os fundamentalistas são pessoas que se opõem a qualquer mudança na tradição religiosa da qual são seguidoras. “O fundamentalismo se espalha em qualquer sociedade ou religião. Existem fundamentalistas católicos, neopetencostais, islâmicos e muitos outros”, afirma.
“Existe um fundamentalismo disseminado na cultura que força uma cristalização de movimentos religiosos, que nem sempre resultam em violência física. Ele pode, por exemplo, rejeitar a diversidade. As próprias seitas Neopetencostais ou a Renovação Carismática são bastante tradicionalistas, com posturas conservadoras e restritivas nos costumes, mas que não chegam à violência”,


Constatação:Todo Fanático é um intolerante

O fanatismo é a intolerância extrema para com os diferentes. Um fanático é incapaz de diálogo e respeito para com outro contrário ao seu pensamento. Um fanático não quer coexistir, ele se basta! Por isso se diz

Há em cada fanático um fascista camuflado, pronto para emergir em atos de exclusão, eliminação e de muita covardia sempre!

Forte abraço, Profª Jackie


terça-feira, 19 de março de 2013

Supremo Tribunal Federal suspendeu a nova regra de distribuição dos royalties do petróleo



Decisão beneficia os estados produtores de petróleo.
Liminar vale até que o caso seja julgado pelo plenário do Supremo.  
19/03/2013

A relatora, ministra Carmen Lúcia, afirma que a decisão é para manter resguardados os direitos dos cidadãos dos estados e municípios produtores de petróleo, que entendem que sua capacidade financeira foi atingida pela derrubada do veto presidencial.

A decisão do Congresso Nacional aumentava a parcela de recursos aos estados não-produtores e diminuía as dos estados produtores em contratos antigos e futuros. Em nota, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que “a liminar resgata o valor mais importante da Constituição, o profundo compromisso com o Estado Democrático de Direito“.
A decisão vale até que o caso seja julgado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, o que ainda não tem data marcada, mas, como são, ao todo, quatro ações questionando a distribuição, a decisão não deve sair neste mês.
Qual é a polêmica da distribuição dos royalties?
Hoje, a parte dos royalties destinada a estados e municípios sem extração é de 7% e 1,75%, respectivamente. 
Segundo a nova lei, tanto estados como municípios passarão a receber 21%. 
Em 2020, a parcela aumentaria para 27% do total arrecadado pela União.
Estados produtores de petróleo, que hoje recebem 26% do dinheiro, teriam a fatia reduzida para 20% em 2013. 
Os municípios com extração passarão dos atuais 26,25% para 15%, em 2013, chegando a 4%, em 2020.
A participação especial, atualmente dividida entre União (50%), estado produtor (40%) e município produtor (10%), passaria a incluir estados e municípios onde não existe extração. 
Nova lei , tanto estados como municípios receberiam 10%. Em 2020, 15%. 
A nova lei reduz a parcela atual de 40% destinada a estados produtores para 32%, em 2013, e para 20%, em 2020.
Fonte: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2013/03/liminar-do-stf-suspende-redistribuicao-dos-royalties.html



O que é mesmo Royalties ?  

Royalty é uma palavra de origem inglesa que se refere a uma importância cobrada pelo proprietário de uma patente de produto (recurso natural). No caso do petróleo, os royalties são cobrados das concessionárias que exploram a matéria-prima, de acordo com sua quantidade. O valor arrecadado fica com o poder público. Segundo a atual legislação brasileira, estados e municípios produtores – além da União – têm direito à maioria absoluta dos royalties do petróleo. 

sábado, 16 de março de 2013

Você sabe a diferença: Estado Laico, Teocrático e Ateu?



Estado secular ou estado laico 
É um conceito onde o Estado é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Um estado secular trata todos seus cidadãos igualmente, independente de sua escolha religiosa, e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião. O Estado Laico deve garantir e proteger a liberdade religiosa e filosófica de cada cidadão, evitando que alguma religião exerça controle ou interfira em questões políticas. 
O caso brasileiro 

O Brasil é um país com Estado laico, pois em nossa Constituição há um artigo que garante liberdade de culto religioso. Há também, em nosso país, a separação entre Estado e Igreja.


Estado teocrático ou Teocracia 
É o contrário de um estado secular, ou seja, é um estado onde há uma única religião oficial,  Nos países que não são laicos (teocráticos), a religião exerce o seu controle político na definição das ações governativas. Nos países teocráticos, o sistema de governo está sujeito a uma religião oficial. Alguns exemplos de nações teocráticas são: Vaticano (Igreja Católica), Irã (República Islâmica) e Israel (Estado Judeu)..

Estado Ateu
Como era a extinta União soviética -  quando um Estado se opõe a qualquer prática de natureza religiosa. Entretanto, apesar de não ser um Estado ateu, o Estado Laico deve respeitar também o direito à descrença religiosa.


  Estados laicos
  Estados não-laicos
  Ambíguo ou sem dados

Vou postar aqui, uma fonte para quem questiona o Brasil como uma país Laico:

http://jus.com.br/revista/texto/8519/brasil-estado-laico-e-a-inconstitucionalidade-da-existencia-de-simbolos-religiosos-em-predios-publicos

quarta-feira, 13 de março de 2013

Eis que surge Francisco!

                    
     Papa Francisco: 'os cardeais foram me procurar no final do mundo'
Eleito: O primeiro papa latino-americano e primeiro jesuíta a se tornar papa convocou as pessoas a rezarem por seu antecessor Bento XVI. Ele pediu que os fiéis "sigam um caminho de fraternidade, de amor" e de "evangelização" e pediu à multidão um minuto de silêncio: "Rezem por mim e deem-me a vossa bênção".

A hora impossível de um Papa Francisco I

Os quartos de Bento XVI estão vazios: com que o nome irá responder ao Escrutinador o próximo papa que irá dormir no seu leito? Após o anúncio do conclave, o pontífice pré-escolhido tem "um minuto inteiro" para pensar a respeito. O primeiro sinal da Igreja que muda poderia ser o nome do sucessor de Ratzinger. Da sacada, ninguém nunca anunciou "eis Francisco", Francisco I, para reiterar o compromisso do santo que protege a Itália, mas sempre esquecido pelos descendentes de Pedro.

A reportagem é de Maurizio Chierici, publicada no jornal Il Fatto Quotidiano, 08-03-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ele morreu há quase oito séculos, mas ninguém se sentiu disposto a abraçar a sua espiritualidade e a sua dedicação absoluta à vida dos outros. "Francisco é um nome impossível para a carga de poderes com os quais, ao longo dos séculos, foi construído o papado: infalibilidade, soberania, controle na forma de todo serviço, autoridade sobre milhões de fiéis, responsabilidade de propostas. Não é uma questão de humildade pessoal. Francisco impõe uma pobreza difícil a qualquer soberano vaticano".


Raniero La Valle não imagina que o próximo papa possa se lembrar disso. O que o conforta é a renúncia de Bento XVI, que restitui ao pontífice a fragilidade humana. Reevocada por Paulo VI no seu único discurso de improviso depois do Concílio: ele pediu que a Igreja se tornasse pobre "não só no ser, mas também no aparecer", palavras que se esvaíram com o tempo.

Diretor e testemunho para o jornal Avvenire, dos bispos italianos, nos anos do Concílio Vaticano IILa Valle hoje gira o mundo pela Rai em busca dos últimos. Entre os livros Dalla parte di AbelePacem in TerrisLa teologia della liberazione e a belíssima memória Il mio Novecento. Ele lidera os Comitês Dossetti para a Defesa da Constituição. A separação da Igreja da gestão dos bens é um tormento que atravessa os anos: quem também o invoca é Heinrich Böll, prêmio Nobel de Literatura que cresceu no pacifismo católico da Alemanha ano zero.

"Será sempre tarde demais quando a Igreja e a aristocracia se separarem das suas imensas propriedades, dos seus tesouros, das ridículas e pomposas ninharias com as quais elas continuam se adornando. Um aspecto do mundo ocidental são, justamente, as propriedades das Igrejas. Terrível fardo que pesa sobre o atormentado e sofredor líder daquela que é ainda hoje a mais poderosa das Igrejas. Quem poderia renunciar à propriedade? Quem, senão essa Igreja que não tem descendentes? Torna-se cada vez mais tarde".

Era 1969. Em Castel Gandolfo, o Papa Montini repetia as mesmas palavras: "Com este Vaticano, nunca haverá um papa chamado Francisco, porque Francisco destruía as regras humanas apenas na obediência ao Evangelho. Nenhuma estrutura piramidal, nenhuma burocracia, nenhum privilégio". Quando ele descobriu que um irmão da Ordem construiu para si uma pequena casa, ele subiu ao telhado e, uma a uma, arrancou as suas telhas: que pobreza é essa se muitos irmãos se refugiam nas grutas da campanha? Quem o lembra é Ettore Masina, vaticanista e escritor que relatou o Concílio.

Francisco vinha da riqueza do pai, do qual se separou despojando-se das roupas diante do bispo e de uma multidão de curiosos. A pobreza é a vocação que o fez passar por louco. "Portanto, é impossível, nos nossos anos, que um pontífice chamado Francisco possa habitar no Vaticano. Ele deveria viver na última paróquia de Roma".

O padre Paolo Farinella, pároco no centro de Gênova de uma paróquia sem paroquianos, viveu em Jerusalém nos anos do cardeal Martini. Estudou hebraico, aramaico e grego. Tem duas graduações em teologia bíblica, sobretudo a análise religiosa e política da Terra Santa devastada por repressões e intifadas. Os seus livros são publicadas pela editora Gabrielli. Em 2000, publicou o romance Habemus Papam, Francesco I. Dez anos depois, ele o reescreveu com o título Habemus papam. La leggenda del papa che abolì il Vaticano [A lenda do papa que aboliu o Vaticano], mas a história não muda.
Ele conta a história de um pároco genovês chamado a Roma, onde os Padres do conclave não chegam a um acordo, e um cardeal que conhece as virtudes do pequeno padre faz a excêntrica proposta: e se escolhêssemos alguém assim? Pároco desarmado nos círculos da burocracia vaticana. Papa ideal nas mãos dos manipuladores. Eis a surpresa: assim que o Escrutinador se dirige a ele para perguntar-lhe "quomodo vocaberis?", como você quer se chamar, o velho padre responde: "Francisco I".

E, quando, do trono, se dirige ao povo, a voz não treme: "Escolhi o nome de Francisco não por um capricho político, mas sim para que ele permaneça como marca de fogo na minha carne. Deve ser um lembrete constante a levar a sério o Evangelho: a caridade como lei, a pobreza como estilo, a comunhão como método".

A multidão observa, perplexa, os paramentos que brilham. "Eu sei perfeitamente o que vocês estão pensando: prega bem, mas pratica mal". Com lentidão exasperada, começa a se despojar. "Deponho esta férula de prata: como dizMarcos, não levem para a viagem nada mais do que um bastão. Deponho este chapéu anacrônico: mais do que um pastor, ele me mostra como um sátrapa oriental". Ele se desfolha como uma cebola: do anel de zafira, da cruz de ouro maciço, dos paramentos "luxuosos que deveriam render glória a Deus e se tornam ofensa para os pobres".

Ele fica com uma túnica branca. "E, por um momento, bispos e cardeais se envergonharam por não estarem nus como Adão e, olhando-se adornados pelos mantos no espelho da sua alma, se reconheceram ridículos". 

Eis que surge Francisco!
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/518273-a-hora-impossivel-de-um-papa-francisco-i

Meu agradecimento a minha amada prima Tati Machado que 
possibilitou este material para postagem!