domingo, 16 de setembro de 2012

Saiba mais sobre o PRÉ-SAL - Brasil

O que é o pré-sal?

O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Convencionou-se chamar de pré-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 2.000m. O termo pré é utilizado porque, ao longo do tempo, essas rochas foram sendo depositadas antes da camada de sal. A profundidade total dessas rochas, que é a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de 7 mil metros.

As maiores descobertas de petróleo, no Brasil, foram feitas recentemente pela Petrobras na camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde se encontrou grandes volumes de óleo leve. Na Bacia de Santos, por exemplo, o óleo já identificado no pré-sal tem uma densidade de 28,5º API, baixa acidez e baixo teor de enxofre. São características de um petróleo de alta qualidade e maior valor de mercado.

Qual o volume estimado de óleo encontrado nas acumulações do pré-sal descobertas até agora?

Os primeiros resultados apontam para volumes muito expressivos. Para se ter uma ideia, só a acumulação de Tupi, na Bacia de Santos, tem volumes recuperáveis estimados entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente (óleo mais gás). Já o poço de Guará, também na Bacia de Santos, tem volumes de 1,1 a 2 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural, com densidade em torno de 30º API.
As recentes descobertas na camada pré-sal são economicamente viáveis?

Com base no resultado dos poços até agora perfurados e testados, não há dúvida sobre a viabilidade técnica e econômica do desenvolvimento comercial das acumulações descobertas. Os estudos técnicos já feitos para o desenvolvimento do pré-sal, associados à mobilização de recursos de serviços e equipamentos especializados e de logística, nos permitem garantir o sucesso dessa empreitada. Algumas etapas importantes dessa tarefa já foram vencidas: em maio deste ano a Petrobras iniciou o teste de longa duração da área de Tupi, com capacidade para processar até 30 mil barris diários de petróleo. Um mês depois a Refinaria de Capuava (Recap), em São Paulo, refinou o primeiro volume de petróleo extraído da camada pré-sal da Bacia de Santos. É um marco histórico na indústria petrolífera mundial.



http://www.mundovestibular.com.br/articles/7678/1/Pre-Sal/Paacutegina1.html

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Morte do embaixador americano na Líbia


Washington - As circunstâncias da morte do embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Chris Stevens, durante o ataque de militantes armados contra o consulado americano em Benghazi permaneciam um mistério nesta quarta-feira.
Um funcionário americano disse que o consulado em Benghazi, instalado em um prédio alugado, foi alvo de disparos a partir das 22h local de terça-feira "por parte de extremistas líbios não identificados".
Em 15 minutos, os militantes cercaram o local e "começaram a disparar contra o prédio principal, que foi incendiado. A polícia líbia e o pessoal de segurança da nossa missão (diplomática) reagiram", revelou o funcionário, que pediu para não ser identificado.
Chris Stevens, um agente de segurança e o funcionário de Inteligência Sean Smith, que estavam no prédio no momento do ataque, se separaram devido a densa fumaça que invadiu o local.
"O agente de segurança conseguiu sair do prédio em chamas, ao qual retornou com ajuda para tentar resgatar Chris e Sean". "O pessoal da segurança tentou tirar os dois do prédio, mas havia uma densa fumaça negra e chamas", revelou o funcionário.
"Saíram, conseguiram ajuda e voltaram ao prédio para tentar salvá-los, foi realmente um esforço heróico", e a equipe encontrou o corpo de Smith, mas não o embaixador, e foram obrigados a abandonar o imóvel em chamas e sob os disparos do inimigo. 
Por volta das 2h local desta quarta-feira, as forças líbias ajudaram os agentes americanos a retomar o controle da situação no complexo do consulado."Em algum momento, e francamente não sabemos quando, acreditamos que o embaixador Stevens saiu do prédio e foi levado a um hospital de Benghazi, em condições que ainda ignoramos".

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Relevo Terrestre



RELEVO TERRESTRE


Formas de relevo
As formas de relevo na superfície terrestre são muito variadas, no entanto destacamos quatro principais: planície, planalto, depressão e montanha.

a)      Planície
Relevo plano, de poucos declive e altura, a planície corresponde a uma bacia de sedimentação que se acumulou no passado, e continua se acumulando pelos depósitos sedimentares deixados pelos rios, mares e ventos. Essa forma de relevo é encontrada ao longo dos rios, e próximo a lagos e mares, onde o trabalho de erosão é mais intenso. Sua altitude aproximada é de 0 a 200 m acima do nível domar. A planície é o tipo de relevo preferido pelo homem para viver - 96% da população da Terra habitam regiões planas.


b)      Planalto
O planalto apresenta relevo de altitudes elevadas, a sua superfície pode ser  quase plana ou também irregular e altura variada, onde o processo de erosão supera o de sedimentação. Para essa forma de relevo, geralmente se considera um mínimo de 500 m de altitude. As bordas dos planaltos podem apresentar-se sob forma de paredões abruptos (escarpas) ou rampas suaves. No Brasil, os planaltos têm altura modesta.

c)       Montanha
É uma grande elevação da crosta terrestre. Semelhante a um cone. Montanhas em série formam cadeias ou cordilheiras. As maiores cordilheiras são as dos Andes e do Himalaia. Por sua formação geológica recente, apresentam alturas elevadas e cumes pontiagudos.
O Everest, a mais alta montanha do mundo, com 8.848m de altitude, foi conseguida, pela primeira vez, por Sir Edmund Hillary, 1953.

d)      Depressão
Relevo situado abaixo do nível do mar ou de terras circundantes. As depressões podem ser relativas ou absolutas. Consideram-se depressões absolutas as áreas continentais abaixo do nível do mar. As relativas encontram-se acima do nível do mar, porém a uma altura inferior à da superfície vizinha. 

Atenção Importante:

O Brasil não tem cadeias de montanhas (Dobramentos modernos) e depressões absolutas  (terras continentais abaixo do nível do mar)



Agentes Criadores do relevo

Agentes internos ou endógenos

São as forças internas do planeta, causadas pelas pressão e altas temperaturas das camadas mais profundas. Geralmente essas manifestações são violentas e rápidas, como é o caso dos terremotos e vulcões. Esses movimentos são construtores e modificadores do relevo terrestre, podendo levar milhões de anos ou apenas um dia.

Tipos existentes de agentes internos: 

Tectonismo

Também denominado diastrofismo (distorção), caracteriza-se por movimentos lentos e prolongados que acontecem no interior da crosta terrestre, produzindo deformações nas rochas. Esses movimentos podem ocorrer na forma vertical (epirogênese) ou na horizontal (orogênese) como vimos em aula anterior.

Vulcanismo

Os vulcões são comuns em zonas de encontro das placas tectônicas. Existem , no planeta, duas áreas onde se concentram: uma é a região do Círculo de Fogo do Pacífico (da Cordilheira dos Andes às Filipinas); a outra, o Círculo de Fogo do Atlântico (da América Central, passando pelas Antilhas, até Açores e Cabo Verde).
Quando um vulcão entra em erupção, ele expele lavas, gases e material piroclástico. Portanto podendo criar um novo relevo, como por exemplo uma ilha.

   Agentes Modificadores do relevo        

  Agentes externos ou exógenos

Existem agentes externos, na superfície terrestre, que modificam o relevo, sua ação contínua transforma lenta e ininterruptamente todas as paisagens da Terra.São eles:

Ventos -  A ação dos ventos, do intemperismo e da água sobre a crosta terrestre determinam a erosão.Sua ação engloba três fases: a de desgaste da rocha (erosão), determinando curiosas formas nas paisagens; a de transporte de materiais resultantes dessa erosão e, por fim, a deposição desses sedimentos, dando origem a outra forma de relevo.

Água, em seus estados líquido e sólido, atua sobre o relevo. As águas da chuva e do degelo, ao deslizarem pelo solo, assumem grande importância ao transformarem-se em rios torrenciais.
A ação erosiva de um rio é extremamente destrutiva em seu curso superior, pois aí se encontram os maiores declives. O desgaste diminui à medida que se vai aproximando das planícies.
O mar também atua como grande agente do relevo, na formação de praias ou no desgaste de encostas, que no Brasil são conhecidas como falésias.

O Homem: Sem sombra de dúvidas, o agente externo que mais tem transformado o relevo tem sido o homem, através de grandes obras, da mineração, da urbanização, dentre outros fatores. O que a natureza levou bilhões de anos para formar o homem levas anos ou menos para modificar ou mesmo destruir.


Geo: Teoria da Deriva Continental e Teoria das Placas Tectônicas


Teoria da deriva continental

Denominada também de teoria da translação dos continentes ou de Wegener (1880-1930)

Esta teoria da deriva continental afirma que continentes ou terras emersas flutuam sobre magma ou astenosfera, da mesma forma que a madeira e o gelo flutuam na água.

Wegener partiu da existência, há cerca de 220 milhões de anos (era Paleozóica), de um supercontinente a que deu o nome de Pangéia e de um só imenso oceano,Pantalassa.

A Pangéia teria sido dividida por um longo braço de mar, em virtude de forças internas da Terra, dando origem a duas grandes massas continentais: Gondwana eLaurásia.

Gondwana ao sul, abrangeria as atuais áreas da América do Sul, Índia, África, Nova Zelândia, Austrália, Antártida, Madagascar, além do Sri Lanka.

Laurásia, ao norte, incluiria as da América do Norte, Groenlândia, Ásia e Europa.

A cerca de 65 milhões de anos (final da era Mesozóica e início da Cenozóica), a América do Sul teria começado a separar-se da África, ampliando o oceano Atlântico. O deslocamento para o oeste das terras que hoje formam as Américas ocasionou uma grande pressão sobre as rochas, comprimindo-as e desdobrando-as, dando origem à cordilheira dos Andes na América do Sul, e  as montanhas Rochosas da América do Norte. O deslocamento da África e da ilha que hoje corresponde a Índia, para o norte, deu origem as cadeias montanhosas da Europa (Alpes e Pirineus), e da Ásia (Cárpatos, Caucáso e Himalaia).

Finalmente, na era cenozóica, os continentes e oceanos assumiram a configuração atual, mas os deslocamentos continuam.

Atenção:
Ficheiro:Pangea animation 03.gif
Alfred Wegener não conseguiu explicar, em sua teoria, como os continentes poderiam deslocar-se. No entanto, a teoria ganhou consistência nos anos de 1950, quando a geofísica, por meio de modernas técnicas de pesquisas, comprovou pela teoria das placas tectônicas ou da tectônica de placas que os continentes se movimentam sobre o magma.

Teoria das Placas tectônicas ou Tectonismo das Placas

Olhe o Brasil no mapa acima, observe que ele encontra-se  no meio de uma placa tectônica, por isso não tem terremotos, maremotos, montanhas jovens e vulcões em nosso território.

A teoria das placas tectônicas afirma que o nosso planeta é dividido em várias placas e que elas se movimentam sob o magma. Ao se movimentarem essas placas tectônicas acabam formando os dobramentos modernos, tsunamis, atividade vulcânica e até terremotos. 



Os movimentos destas placas tectônicas podem fazer com que elas se choquem ou se afastem e cada um destes movimentos podem ocasionar e resultar em alterações no relevo e na paisagem. Estes fenômenos aconteçam justamente na borda destas placas, ou seja, no local onde elas se chocam. 
placa convergente
1.Orogênese ou dobras : movimento horizontal e lento que dá origem aos dobramentos modernos. 
placa transformante
2.Epirogênese ou Fraturas: mostrando o movimento relativo das placas no sentido vertical, rápido, intenso, que provoca os terremotos e maremotos.


1. A orogênese ou dobramento caracteriza-se por movimentos horizontais de pequena  intensidade, lentos e horizontais que correspondem aos deslocamentos da crosta terrestre. Quando tais pressões são exercidas em rochas maleáveis, surgem os dobramentos, que dão origem às cordilheiras. Os Alpes e o Himalaia, dentre outras, originaram-se dos movimentos orogênicos.



A epirogênese ou falhamento consiste em movimentos verticais que provocam pressão sobre as camadas rochosas resistentes e de pouca plasticidade, causando rebaixamentos ou soerguimentos da crosta continental. São movimentos rápidos que podem ser observados de forma direta, pois provocam os abalos sísmicos.

O Brasil, por exemplo:

Está localizado sobre uma placa e por essa razão não acontecem terremotos por aqui, O Brasil está situada na parte interna da Placa Sul-Americana, portanto, os tremores de terra sentidos em nosso país são considerados de grau baixo. Isto ocorre, pois estamos distantes das zonas de impacto entre placas, ao contrário do que você pode observar em países do Oriente e que estão localizados as margens do Oceano Pacífico, região muito propícia a estes fenômenos. 


Área de encontro de três placas tectônicas

De acordo com os geólogos, existem 52 placas tectônicas em nosso planeta. São 14 grandes placas e 38 de tamanho menor.

Principais placas tectônicas:

- Placa Africana 
- Placa Antártida 
- Placa da Arábia 
- Placa Australiana 
- Placa das Caraíbas 
- Placa de Cocos 
- Placa Euroasiática 
- Placa das Filipinas 
- Placa Indiana 
- Placa Juan de Fuca 
- Placa de Nazca 
- Placa Norte-americana 
- Placa do Pacífico 
- Placa de Scotia 
- Placa Sul-americana


A maior parte dos grandes vulcões activos no interior das placas apresenta um rasto de vulcões extintos cada vez mais velhos que assinala o percurso da placa litosférica sobre o ponto de erupção. Os pontos quentes parecem ter origem a grande profundidade, talvez até nos limites entre o núcleo e o manto; muitos deles estão activos há muito tempo. Os vulcões mais antigos originados pelo ponto havaiano têm idades próximas dos 80 milhões de anos.

sábado, 8 de setembro de 2012

VESTIBULAR DA UFSC - 2013

ATENÇÃO GALERA do Vestibular

C O M U N I C A D O
A Comissão Permanente do Vestibular - COPERVE - comunica que estão mantidas as datas de 15,16 e 17 de dezembro de 2012 para a realização das provas do concurso Vestibular UFSC 2013. Ou

Vivemos todos em uma "Sociedade Tecnológica"?

Porém para fazer parte deste "todos" você tem que ter dinheiro!


A sociedade hoje é marcada pelo fluxo das informações e pela velocidade das transformações. Viajamos distâncias impossíveis em questão de minutos, sintonizados em uma internet, países entram em caos econômicos, bolsas de valores ditam as regras de uma sociedade, por meio de fibras óticas dedilhamos vidas e capitais, a rapidez nos meios de transportes e comunicações nos deixaram mais conectados, porém mais frágeis e também mais propensos a crises, lembro na Crise dos países asiáticos em 1997, em questão de horas já tinha rodado o mundo, exceto os países que não tinha sistema on line, que demoraram mais de 24h para aderir ao quebra-quebra financeiro, como foi o caso da Venezuela.  Nesse sistema científico-tecnológico, o homem perde seu lugar, transforma-se num número, e a humanização se entrelaça com o poder tecnológico e financeiro, que define a nova Ordem Mundial.

Como se vive nesta sociedade?
Nesta sociedade tecnológica, o ser humano foge por opção ou por falta de tempo do meio natural e permanece por mais tempo no meio técnico,  para não sermos excluídos digital ou tecnologicamente buscamos conhecimentos e gastamos cada vez mais, e por consequência buscamos cada vez mais dinheiro, ou somos incluídos neste mundo ou não, não existe o meio termo, o quem sabe, ou o talvez . Com esta necessidade, ele, o homem, eu e você,  tornamo-nos cada vez mais consumidores exagerados, desenfreados, abestados, sem escrúpulos. A nossa busca,  sacrifica liberdade e recursos naturais, e sem percebermos, somos escravos de nossa criação, a criatura agora domina. O que interpõe entre o homem e a natureza é uma rede de máquinas e técnicas apuradas. O homem explora a natureza, domina-a e utiliza-a para seus fins. Em decorrência da expansão dos recursos técnicos, a estrutura da sociedade tecnológica resulta muito mais complexa do que a da sociedade tradicional. A humanidade vicia-se em excesso de informações e rapidez, os pequenos passeios a sós ou acompanhado, deixam de ser o mais interessante, o celular passa a ser uma parte integrante do seu corpo, viver conectado, é melhor que viver acompanhado, somos rápidos e intensos,  vivemos mais afoitos e mais preocupados, as maravilhas da tecnologia misturam-se cada vez mais com os horrores da miséria absoluta, da nossa miséria moral, intelectual e financeira.  E o que nos incomoda pode ser apenas deletado, tudo se resumi a uma tecla, um número, um toque. Somos a máquina!


Sondas e naves nos enviam informações detalhadas dos mais longínquos planetas do sistema solar, um telescópio em órbita da Terra é capaz de nos mostrar os instantes seguintes à própria criação do Universo tal como o conhecemos, aviões cruzam os ares a velocidades inimagináveis, a medicina faz progressos que, a cada dia, aumentam as expectativas do tempo de vida das pessoas. 


Ao mesmo tempo, somos assolados pelo vírus que atravessam oceanos em horas, que matam milhões de pessoas e para o qual não conseguimos encontrar uma vacina; doenças há muito erradicadas, como a dengue, a febre amarela, a cólera, que vicejam apenas em condições de miséria, mataram milhares de pessoas nas regiões mais pobres do planeta, sem que se consiga fazer nada. Descobrimos o Bosón de Higgs, mas não descobrimos ainda qual melhor maneira de evitar carência, depressão e guerras.

Clonamos, criamos bactérias mutantes, transformamos herbívoros em carnívoros, brincamos de deuses, e desconhecemos o nome de nossos vizinhos,  o que se passa em nosso bairro, sabemos que a China sofre neste momento com terremoto, e que mil tecnologias serão criadas e adaptadas para o nosso bem viver, mas esquecemos que nem toda tecnologia do mundo poderá nos salvar de nós mesmos!

Dedico este minha produção textual a minha aluna de pré-vestibular
Isadora Carvalho

Forte abraço, querida!

Professora Jackie


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Ela deixou o mundo melhor que o encontrou!


Madre Teresa de Calcutá recebeu o prêmio Nobel da Paz em 1979 em reconhecimento ao trabalho social que desenvolveu durante anos com os mais necessitados. Há 15 anos, em 5 de setembro de 1997, com 87 anos, morreu de ataque cardíaco deixando um exemplo de respeito ao próximo e aos direitos humanos.

80 anos do voto feminino no Brasil



Em outubro deste ano as eleitoras brasileiras – estima-se 52% do eleitorado – exercerão o direito de votar nas eleições municipais e estaduais. Outras tantas, por sua vez, serão candidatas a prefeitas e vereadoras. Contudo, estes direitos somente foram conquistados pelas mulheres, não sem muito empenho e luta, há 80 anos.

A instituição do voto feminino se deu a partir de uma reforma no Código Eleitoral, com a assinatura do decreto-lei 21.076 de 24 de fevereiro de 1932 pelo então Presidente Getúlio Vargas. O Brasil, em comparação a outros países, pode ser considerado pioneiro. Argentina e França só o fizeram na década de 1940, e Portugal, Suíça, na década de 1970. Nova Zelândia, no entanto, saiu na frente ao instituir o voto feminino em 1893.


Historicamente, mesmo na Grécia, o berço da democracia, as mulheres não possuiam direito ao voto. No século XVIII, filósofos iluministas classificavam as mulheres como pessoas dotadas de uma razão inferior ou mesmo como irracionais. Nada deveria ameaçar os deveres considerados “naturais” das mulheres: cuidar do marido e dos filhos. Em 1793, Olympe de Gouges, a principal personagem feminina da Revolução Francesa, foi guilhotinada sob a acusação de ter desejado ser um homem de Estado e ter esquecido as virtudes próprias de seu sexo.
O sufrágio feminino era a principal bandeira feminista nas primeiras décadas do século XX, que foram marcadas também por diversos acontecimentos revolucionários, a exemplo das lutas do operariado por melhores condições de trabalho, da Semana de Arte Moderna e da fundação do Partido Comunista.
A luta pelo voto feminino no Brasil iniciou-se em 1910, quando a professora Deolinda Daltro fundou, no Rio de Janeiro, o Partido Republicado Feminino. Porém, manifestações mais contundentes só ocorreram em 1919, quando a bióloga Bertha Lutz fundou a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher.
Há nos registros históricos brasileiros uma mulher que conseguiu o alistamento eleitoral logo após a proclamação da República. Para participar das eleições da nova Assembléia Constituinte, ela invocou a “Lei Saraiva”, promulgada em 1881, que determinava direito de voto a qualquer cidadão que tivesse uma renda mínima de 2 mil réis.
O primeiro registro de voto feminino no Brasil do século XX é de 1928, na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte. Celina Guimarães Viana, fez uma petição invocando o artigo 17 da lei eleitoral local: “No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexos, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por lei”. Um juiz deu parecer favorável e enviou telegrama ao presidente do Senado Federal, pedindo em nome da mulher brasileira, a aprovação do projeto que instituía o voto feminino, amparando seus direitos políticos reconhecidos na Constituição Federal.
Vale ressaltar que a luta por direitos políticos não veio acompanhada de um questionamento das estruturas patriarcais da sociedade. As sufragistas, que têm em Bertha Lutz sua principal liderança, praticavam um “feminismo comportado”, caracterizado por um discurso conciliatório, que afirmava que o fato da mulher votar não traria conflito para os lares, desviando-as de suas funções “naturais” de zeladora do lar e da maternidade.


Somente a partir de 1946, o voto feminino passou a ser obrigatório, analfabetos e analfabetas só tiveram garantido o voto em 1985, o que significa que, nesse primeiro momento, uma parcela reduzida de mulheres participou dos processos eletivos.
A primeira mulher eleita deputada federal foi Carlota Pereira de Queirós (1892-1982), que tomou posse em 1934 e participou dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. Com a implantação do Estado Novo, em novembro de 1937, houve o fechamento do Legislativo brasileiro e grande recuo das liberdades democráticas. Na retomada do processo de democratização, em 1946, nenhuma mulher foi eleita para a Câmara. Até 1982, o número de mulheres eleitas para o Legislativo brasileiro poderia ser contado nos dedos da mão. Continue lendo em 80 anos do direito de voto feminino no Brasil, por José Eustáquio Diniz Alves.

A luta das mulheres hoje não é mais apenas pelo voto, mas também pela participação política. Um movimento que está ligado a luta das trabalhadoras brasileiras por melhores salários e condições de trabalho. Em 1981, durante uma greve de professoras (carreira majoritariamente feminina) no estado de São Paulo, o ex-governador Paulo Maluf declarou: ”Professora não é mal paga, é mal casada.”
Com o intuito de aumentar a participação política feminina, está em vigor a Lei 9.504, promulgada em 1997, que institui a cota de 30% de candidaturas femininas. Uma das pautas da Reforma Política é aumentar esta cota para 50%, combinada com a lista fechada de candidatos.
Pela primeira vez na história do país, temos uma mulher na presidência da República, e no último pleito, um número expressivo de mulheres eleitas para diversos cargos eletivos. Nas eleições de 2010, foram eleitas 43 deputadas federais (de um total de 513 vagas), no Senado foram 12 senadoras (de um total de 81 vagas). Contudo, considerando que hoje compomos mais da metade do eleitorado brasileiro, o número de mulheres em cargos eletivos ainda é pequeno, menos de 10%.  Apesar das resistências, as mulheres participam ativamente da construção da sociedade brasileira, mesmo que essa participação não seja contada e comemorada pela maioria dos livros de História.

Esse post  Foi retirado: http://blogueirasfeministas.com/2012/02/80-anos-do-voto-feminino-no-brasil/
[+] 80 anos da conquista do sufrágio feminino e que catzo isso tem com a nossa vida hoje? por Luka.

07 de Setembro de 2012 - Vinte anos depois


Na véspera do Dia da Independência do Brasil, e um dia após a reflexão sobre o Dia da Amazônia, o E esse tal Meio Ambiente? faz questão de lembrar de brasileiros, que são por vezes ignorados/esquecidos pela sociedade e pelo governo do país.
No mês de junho deste ano, cinco pessoas foram mortas em menos de duas semanas. Essas pessoas eram líderes extrativistas, ambientalistas, que lutavam na defesa da Floresta Amazônica, e foram mortos por se recusarem a abandonar áreas de conservação, ou  suas terras, ou por terem denunciados madeireiros e grilheiros.
A morte mais noticiada pela impressa foi a do casal de extrativista José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo. Eles foram mortos em uma “tocaia”, os assassinos já os esperavam na estrada que dava acesso ao assentamento onde residiam. Infelizmente, a morte do líder extrativista e de sua esposa não foi uma surpresa. José Claudio já estava na lista de pessoas ameaçadas de morte desde 2005.
Outro líder extrativista ameaçado de morte há muito tempo, desde 2004 para ser exato, é o senhor Raimundo Belmiro, de 46 anos, o prêmio por sua cabeça é de R$ 80 mil. Raimundo vivia na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, no Pará, que foi criada em novembro de 2004, pelo então presidente Lula.
A reserva foi criada após o líder extrativista ter sido retirado da floresta por ordem da ex-ministra Marina Silva, e para que fosse levado à Brasília para que contasse à guerra que acontecia na floresta. Na época, Marina disse: “O Estado e a sociedade brasileira têm uma dívida com a população extrativista que presta um serviço lá no coração da Amazônia, protegendo a nossa biodiversidade, cuidando dos rios e das florestas”. Parece que este não é mais o pensamento do governo brasileiro.
A sociedade brasileira, e seu governo, sabiam das ameaças de morte ao José Claudio, e sabem hoje da ameaça ao Raimundo Belmiro, e a tantos outros líderes e ambientalistas quevivem na Floresta Amazônia, e não têm certeza se o termo correto seria viver.
Em reportagem publicada na revista Época, em 2005, Maria de Fátima da Silva Nunes contou como é viver sob a ameaça de morte: “Posso ser assassinada a qualquer momento. Quando eu abro uma porta, já espero receber um tiro. Tem gente que diz que sabe como é viver jurado de morte. Mas não sabe. Estar marcada para morrer é viver sem sonho, é só ter momento. É não ter mais casa nem paradeiro, é não ser mais ninguém. É dizer para quem anda contigo que é para não andar mais porque vai morrer. É marcar os amigos de morte também e depois se sentir culpada. É uma sensação tão ruim. Parece que as luzes vão se apagando, que o mundo vai ficando escuro. Nem sinto mais saudade da vida porque não acho bonito nada”. Maria de Fátima ainda vive sob a ameaça de morte, ainda vive fugindo.
A intenção com este post não era fazer um denúncia, afinal, as autoridades já sabem dessa realidade, e conhecem o nome de todos os cidadãos brasileiros ameaçados de mortes por sua luta ambiental; se não fazem nada, é por não o querem, não é de seu interesse. A intenção com este post é homenagear esses ambientalistas, e acredito que a única forma de fazer isto é contando suas histórias. Esperemos que algo seja feito, mas só o será se denunciarmos e pressionarmos as autoridades competentes. Esse é nosso papel aqui no blog. Esse é o meu e o seu papel como cidadão!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012



Galera, atenção, faltam cerca de 60 dias para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012 que será realizada nos dias 3 e 4 de novembro, e isto deve intensificar a maratona de estudos dos candidatos que prestarão o Enem. As provas têm início previsto para as 13h, horário de Brasília. As provas objetivas (quatro) terão 45 questões de múltipla escolha cada uma, mais a redação.
No sábado as provas abordam questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, com duração de quatro horas e meia. No segundo dia, domingo, as provas abordam Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Matemática, além de conhecimentos de Gramática e a Redação. O tempo para realização do exame no domingo é mais extenso: cinco horas e trinta minutos.

Texto retirado do:
O blog do professor Otavio Auler é um espaço interativo para falar de educação de um jeito diferente, com muita informação, comentários, conhecimento e divulgação do que está acontecendo na educação de Santa Catarina, do Brasil e do mundo.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Entenda os conflitos entre Israel e Palestina até os dias atuais


          Raízes do conflito- assista o vídeo abaixo:   





Motivos reais do Conflito:

a) Territorial
b) Religioso
c) Por causa de Jerusalém

Estado duplo
Confrontos começaram a ocorrer à medida que a imigração aumentava. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o fluxo de imigrantes aumentou drasticamente, porque milhões de judeus se dirigiam à Palestina fugindo das perseguições dos nazistas na Europa.

Nazista em atuação
Em 1947, a ONU presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, tentou "solucionar" o problema primeiro indicou terra no norte da àfrica que não foram aceitas, pois Canaã ( a terra prometida) tem endereço biblíco, ou seja oriente médio, então foi proposto a criação de um "Estado duplo"
( conforme primeiro mapa acima) em negociação com os Sionistas (radicais judeus): o território seria dividido em dois Estados, um árabe e outro judeu que mais tarde seria desobedecidos por Israel e com Jerusalém como "enclave internacional". Os árabes não aceitaram a proposta.


Oswaldo Aranha presidindo a III reunião da ONU

Criação do estado de Israel

No dia 14 de maio de 1948, Israel declarou sua independência
Os exércitos de Egito, Jordânia, Síria e Líbano atacaram, mas foram derrotados.
Em 1967, aconteceram os confrontos que mudariam o mapa da região, na chamada:




 "Guerra dos Seis Dias". Israel derrotou Egito, Síria e Jordânia e conquistou, de uma só vez, toda a Cisjordânia, as Colinas de Golã  (importante localização estratégica militarmente e de nascimento de águas) e Jerusalém Oriental.

Em 1973, Egito e Síria lançaram uma ofensiva contra Israel no feriado de Yom Kippur, o Dia do Perdão, mas foram novamente derrotados.
Intifada
Em 1987 aconteceu a primeira Intifada, palavra árabe que significa "levante", quando milhares de jovens saíram às ruas para protestar contra a ocupação israelense, considerada ilegal pela ONU. Pois o acordo inicial não foi obedecido e Israel ocupava cada vez mais terras. 
Os israelenses atiraram e mataram crianças que jogavam pedras nos tanques, provocando indignação na comunidade internacional.
Jovens palestinos jogam pedras contra soldados israelenses perto de Tulkarem, na Cisjordânia, em janeiro de 2009 (Foto: Arquivo AFP)Jovens palestinos jogam pedras contra soldados
israelenses na Cisjordânia, em
janeiro de 2009                  (Foto: Arquivo AFP)

A segunda Intifada teve início em setembro de 2000, após o então primeiro-ministro israelense Ariel Sharon ter caminhado nas cercanias da mesquita Al-Aqsa, considerada sagrada pelos muçulmanos, e que faz parte do Monte do Templo, área sagrada também para os judeus.


SÉCULO XX

Com o apoio dos EUA, Israel permanece nos territórios ocupados e continua se negando a obedecer a resolução 242 das Nações Unidas, de novembro de 1967, que obriga o país a se retirar de todas as regiões conquistadas durante a Guerra dos Seis Dias.
Apesar das negociações, uma campanha de atentados e boicotes de palestinos que se negam a reconhecer o estado de Israel, e de israelenses que não querem devolver os territórios conquistados, não permite que a paz se concretize na região.

  
Cisma Palestino

Autoridade Nacional Palestiniana surgiu como resultado dos Acordos de Oslo, assinados em setembro de 1993 por Israel e a POL - Organização de Libertação Palestina, presidida por Yasser Arafat. Nos termos estabelecidos, a autoridade deveria existir até maio de 1999. No fim deste período, esperava-se ter resolvido o estatuto final dos territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, ocupados por Israel após a vitória na Guerra dos Seis Dias de 1967. A Autoridade Nacional Palestiniana deveria administrar parte significativa destes territórios, assegurando através de forças policiais próprias a segurança dos territórios.


Yitzhak Rabin(ISRAEL) e Yasser Arafa (OLP) dão as mãos, acompanhados por 
Bill Clinton, quando ocorreu a assinatura dos Acordos, o mundo pensou em paz! 

Em janeiro de 1996, tiveram lugar as primeiras eleições para a presidência da Autoridade Nacional Palestiniana e para o Conselho Legislativo da Palestina. Yasser Arafat (acima) foi eleito presidente com 87,1% dos votos, ocupando o cargo até à sua morte em dezembro de 2004. O seu partido, o Fatah, ganhou 55 dos 88 lugares do conselho.
Em junho de 2007, a Autoridade Nacional Palestina se dividiu, após um ano de confrontos internos violentos entre os partidos:
Fatah - Partido moderado, que detinha o poder da Autoridade Palestina. A Cisjordânia se manteve sob seu controle. 

Hamas - Grupo considerado terrorista pelo governo de Israel - A Faixa de Gaza passou a ser controlada pelo Hamas, partido sunita do Movimento de Resistência Islâmica

Em Gaza, centenas de milhares de pessoas comemora o 20º anivesário do Hamas no ano de 2007 (Reuters) 
Em Gaza, milhares de pessoas comemoram anivesário do Hamas no ano de 2007 (Reuters)




ATUALIDADES

Em 2010, a tensão voltou a subir. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, decretou a construção de 1.600 novas casas para judeus no setor oriental de Jerusalém, reivindicado pelos palestinos como sua capital.
O anúncio causou oposição até de aliados ocidentais de Israel, como os EUA.
A Autoridade Palestina considera a ocupação judaica na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental o maior impedimento para a paz.

NOVOS IMPASSES

Antes da assembleia da ONU - Em agosto de 2011, Israel dá a aprovação final para a construção das 1.600 moradias israelenses em Jerusalém Oriental, decretada no ano anterior. O ato dificulta os esforços liderados pelos EUA em dissuadir os palestinos de buscar o reconhecimento na ONU da nação como um Estado.
ATENÇÃO: Cerca de 500 mil judeus vivem na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, áreas capturadas por Israel na guerra de 1967. Cerca de 2,5 milhões de palestinos vivem no mesmo território.
Antigas fronteiras NOVOS CONFLITOS

Em um longo discurso na Casa Branca sobre a política norte-americana para os países árabes em 19 de maio de 2011, o presidente Barack Obama pediu que israelenses e palestinos fizessem concessões para a criação de um Estado Palestino, nas fronteiras anteriores a 1967 e desmilitarizado.

Poucos dias depois, em visita aos EUA, o premiê israelense Benjamin Netanyahu afirmou diante do Congresso americano que Israel se dispõe a fazer "concessões dolorosas", inclusive de terras, para atingir a paz na região, mas que uma volta às fronteiras de 1967 é "indefensável" e também que a capital, Jerusalém, não deve ser dividida.

          Estado palestino: Autoridade Nacional propõe - Reconhecimento na ONU em 2011


Dilma entra para a história política mundial
Dilma Presidia a Conferência como a 1ª Mulher a ocupar esta função
Sem sucesso em acordos de paz com Israel, a Autoridade Nacional Palestina decidiu mudar de estratégia e propor na 66ª Assembleia Geral da ONU (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS) o reconhecimento do Estado Palestino nas fronteiras pré-1967, situando a capital na parte oriental de Jerusalém. 
A) A proposta FOI recusada por Israel e EUA.
B) O Brasil posiciona-se favorável a criação do estado do Estado Palestino, com apoio de inúmeros outros países..

Construção do Muro entre Israel e a faixa de Gaza


O governo de Israel anunciou que vai construir uma barreira com aproximadamente 125 quilómetros de extensão na sua fronteira com o Egipto em zonas situadas entre Eilat, no Mar Vermelho, e o limite Sul da Faixa de Gaza.
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Foto de Paolo Cuttitta, em Belém
As razões invocadas pelo executivo de Benjamin Netanyahu são a necessidade de conter “infiltrações terroristas”, travar iniciativas da al-Qaida e evitar a entrada de refugiados oriundos de países africanos, nomeadamente a Eritreia e o Sudão. Trata-se, explicam os responsáveis israelitas, de manter o “carácter judaico e democrático” do Estado de Israel. 
A utilização de muros como método para adiar e evitar a resolução de problemas que poderiam e deveriam ter soluções políticas, diplomáticas e negociadas é um recurso velho, traumático, violador de direitos humanos e comprovadamente inútil. O Muro de Berlim ou o Muro que divide o México dos EUA, não são definitivamente bons exemplos.


            Qual a relação Primavera Árabe e Conflito na Palestina?

Palestina protestando
Em meio às discussões pelo reconhecimento do Estado palestino, os meses da Primavera Árabe apontam para balanço duro: o acirramento do conflito com Israel e automaticamente apoio a cauda palestina. Nas últimas semanas, diplomatas israelenses foram expulsos ou fugiram do Egito, Jordânia e do país não-árabe que cada vez desponta como ator decisivo na região, a Turquia. Mas este é o máximo que podemos aparelhar estes dois movimentos. Pois não podemos esquecer, que este processo denominado,  "democratização árabe é muito relativo, pois estas mudanças de poder  esta levando grupos Xiitas (radicais) ao poder, e ainda não sabemos o que podemos esperar desta conjuntura que ainda esta em transformação!