quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Meios de transporte e o Novo Plano GOVERNAMENTAL para dinamizar transportes no Brasil

A palavra “transporte” vem do latim trans (de um lado a outro) e portare (carregar). Podemos dizer que, em síntese, transporte é o movimento de pessoas ou coisas de um lugar para outro. Os transportes podem se distinguir pela possessão, onde o transporte público é destinado a qualquer pessoa e o privado é restringido somente a quem os adquiriu.

         
       Os meios de transporte ainda podem ser divididos em:


     - Terrestre: Carros, ônibus, trem, etc.
                                                      - Aquático: Navios, canoa, barcos, etc.
                                                      - Aéreos: Aviões, helicópteros, balão, etc.
 - Tubular: Gasoduto, oleoduto, etc.



                     Os transportes contêm três elementos:

1. Infraestrutura é a malha de transporte: rodoviária, férrea, aérea, fluvial, tubular, etc. 

2. Os veículos são automóveis, bicicletas, ônibus, trens e aeronaves, que utilizam essa malha.

 3. As operações são as formas como esses veículos utilizam a rede, como leis, diretrizes, códigos, etc.


                        TIPOS DE MEIOS DE TRANSPORTES NO BRASIL                                        

  1. TRANSPORTE FLUVIAL
É um dos mais antigos meios de transporte que se conhecem, tendo desempenhado importante papel na penetração, povoamento e ocupação do interior dos continentes. Nesses casos, os rios funcionaram como verdadeiros caminhos naturais.

No Brasil a navegação é praticada nos rios Amazonas, e Paraguai e alguns trechos do Rio São Francisco.

Eis algumas características e vantagens do transporte fluvial:
  • seu custo operacional é muito baixo, pois depende basicamente das operações de carga e descarga;
  • possui grande capacidade de carga;
  • é muito econômico para grandes distâncias;
  • apresenta pequeno consumo de energia. 


 Dentre os diversos fatores negativos que influenciam a navegação fluvial destacamos o seguinte:

 Relevo: Enquanto os rios de planície são ótimos para a navegação, os de planalto costumam apresentar cachoeiras. E não podemos esquecer que nosso relevo predominante é a formação de planaltos


2.TRANSPORTE MARÍTIMO

Esse tipo de transporte sofreu grande evolução ao longo do tempo. Das primitivas embarcações movidas a remo e a vela, evoluiu para embarcações movidas a carvão, a petróleo e já está entrando na fase da energia atômica. Quanto à capacidade de carga, a evolução foi também espetacular: de 1.000 toneladas no século XVIII, hoje já existem navios com capacidade de transporte de 500 mil toneladas.
Apesar de ter sido suplantado pelo avião no transporte de passageiros, continua sendo o principal meio de transporte de mercadorias a longas distâncias.
O transporte marítimo depende principalmente de fatores como disponibilidade, qualidade e das embarcações, bem como de instalações e eficiência portuárias. Poucos são os portos marítimos em condições de receber navios de 300 mil toneladas ou mais.

No Brasil, um dos principais problemas que afetam o transporte marítimo é a ineficiência portuária, responsável pelos grandes congestionamentos e pela deterioração de muitos produtos, acarretando enormes prejuízos. Os navios permanecem cerca de 70% do tempo útil parados, problemas portuários, seja por reparos técnicos. 

O transporte marítimo divide-se em dois tipos: 
a) internacional ou de longo curso (de grandes distâncias) 
b) navegação costeira ou de cabotagem (ao longo do litoral)

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3.TRANSPORTE FERROVIÁRIO

Em países de grande extensão territorial, como os EUA e o Canadá, foram construídas grandes ferrovias (transcontinentais), algumas delas cruzando o território de leste a oeste, ligando os oceanos Atlântico e Pacífico. Na União Soviética foi construída a Transiberiana (a maior ferrovia do mundo), ligando Moscou a Vladivostok, no litoral do Pacffico.

Entre 1940 e 1960, verificou-se certa estagnação e até mesmo declínio das ferrovias, chegando muitas delas a ser desativadas. A causa dessa estagnação foi a expansão das estradas de rodagem em conseqüência do uso de novas fontes energéticas (petróleo, por exemplo).
Entretanto, a partir da década de 70, deu-se uma reativação do transporte sobre trilhos, em razão das novas conjunturas decorrentes de fatores como a crise do petróleo, o desenvolvimento tecnológico no setor de transportes (trens modernos e velozes), que já atingem velocidade de 200 km/h a 300 km/h (turbotrem) e até 400 km/h (hovertrem), o transporte ferroviário começa a concorrer com o aéreo.

 No caso do Brasil temos: Na década de 20, as ferrovias apresentaram grande expansão no pais, ao passo que após essa década verificou-se uma verdadeira estagnação do sistema ferroviário. Os atuais 30.350 km de ferrovias, se comparados com a extensão territorial do país, resultam numa densidade ferroviária extremamente baixa 


Eis algumas características e vantagens do transporte ferroviário:
  • grande capacidade no transporte de cargas e passageiros;
  • é mais econômico que o rodoviário;
  • possui diversas opções energéticas (vapor, diesel, eletricidade);
  • material rodante é de longa duração;
  • os trens modernos podem atingir grandes velocidades;
  • estimula o desenvolvimento das indústrias de base. 
Aspecto negativo: Alto custo sua implantação e no caso do Brasil nosso tipo de relevo Planáltico torna-se um problema a mais.

4. TRANSPORTE RODOVIÁRIO - Predominante no Brasil 

 As causas principais que explicam a maior preferência do transporte rodoviário em relação ao ferroviário no caso de médias e pequenas distâncias em alguns países são:
a) caminhão possui maior flexibilidade e facilidade de acesso aos diversos lugares;
b) caminhão pode entregar a mercadoria porta a porta;
c) as operações de despacho (papéis), de carga e descarga das mercadorias são mais simplificadas em relação à ferrovia;
d) maior rapidez na entrega das mercadorias. 

Aspectos Negativos: Alto custo, estradas ruins, preço do Diesel, pedágios, roubos e cargas e sequestros dos motoristas,  longas distâncias a serem percorridas,  entre outros


     5. TRANSPORTE AÉREO
A utilização do avião no transporte de passageiros data de 1919. Entretanto, a invenção do avião pode ser situada no período entre 1890-1900. Em 1898, Santos Dumont realizou o primeiro vôo em balão mecanicamente dirigido e, em 1906, bateu o recorde de vôo com o 14-Bis, de motor a explosão, voando 220 metros em 21 segundos.
Na Primeira Guerra Mundial o avião começou a ser utilizado para fins bélicos e, no final da década de 20, a aviação comercial já estava definitivamente estabelecida, apresentando daí até os dias atuais grande desenvolvimento. Tanto a multiplicação dos aeroportos, em todo o mundo, quanto o desenvolvimento e aperfeiçoamento da aviação em termos de maior segurança, maior capacidade e maior rapidez fizeram do transporte aéreo um sério concorrente aos demais meios de transporte. 

Brasil: Meio de transporte extremamente caro e eletizado, aeroportos com grandes problemas de infra-estrutura.

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    Governo anuncia plano de concessões de     

       rodovias e ferrovias de R$ 133 bilhões



O ministro dos Transportes, Paulo Passos, disse no dia 15 de Agosto de 2012 que a intenção do governo com o Programa de Investimento em Logística: Rodovias e Ferrovias é baratear o custo dos transportes no País,  que teve um "papel decisivo" na elaboração do pacote de concessões  (Privatizações) rodoviárias e ferroviárias que está sendo anunciado, segundo Passos.
  "Temos a convicção de que o imperativo para o desenvolvimento do Brasil é a disponibilização de uma infraestrutura eficiente", defende governo no início da apresentação do pacote de concessões à iniciativa privada de rodovias e ferrovias.

                     As ferrovias e Rodovias brasileiras 
O ministro reiterou que o País precisa de uma malha rodoviária e ferroviária eficiente e competitiva. "Após 20 anos, o PAC veio para fazer obras que já deveriam ter sido feitas."


Considerando todos os trechos, complementou, o governo vai abrir um grande corredor e poderá escoar mais de 5 milhões de toneladas de grãos e minérios. "Vamos fazer uma articulação por meio de ferrovias modernas entre o Nordeste, o Sul e o Sudeste".
"Queremos resgatar as ferrovias brasileiras como alternativa de logística para o País e estamos trabalhando com a perspectiva de que não haja monopólio. A malha será compartilhada e, competitivamente, vai oferecer menores custos de transportes. A redução das tarifas é um dos resultados que se consegue ao fazer melhor uso", afirmou.

                             Infraero pode ter controle de consórcios
As licitações serão feitas em junho e a assinatura dos contratos será feita entre julho e setembro do próximo ano. Os portos e aeroportos também estão incluídos neste Novo Pacote Econômico que beneficiará toda economia do Brasil.


Massas de ar e Clima Brasileiro 2º Lísia Bernardes e 2º Koppen



1. Massa Equatorial Contineltal (mEc)
É uma massa quente e instável originada na Amazônia Ocidental, que atua sobre todas as regiões do país. Apesar de continental é uma massa úmida, em razão da presença de rios caudalosos e da intensa transpiração da massa vegetal da Amazônia, região em que provoca chuvas abundantes e quase diárias.
 

2. Massa Equatorial Atlântica (mEa)
É quenteúmida e originária do Atlântico Norte (próximo à Ilha de Açores). Atua nas regiões litorânes do Norte do Nordeste, principalmente no verão e na primavera,


3. Massa Tropical Atlântica (mTa)
Origina-se no Oceano Atlântico e atua  no litoral . Quente e úmida, provoca as chuvas frontais de inverno na região Nordeste a partir do seu enconttro com a Massa Polar Atlântica e as chuvas de relevo nos litorais sul e sudeste, a partir do choque com a Serra do Mar. Também é formadora dos ventos alísios de sudeste.
 
4.  Massa Polar Atlântica (mPa)
Forma-se no Oceano próximo à Patagônia, sendo fria e úmida e atuando sobretudo no inverno no litoral nordestino (causa chuvas frontais), nos estados sulinos (causa queda de temperatura e geadas e chuvas frontais) e na Amazônia  Ocidental (causa  fenômeno da friagem, queda brusca na temperatura).
 
5. Massa Tropical Continental (mTc) é a  unica massa seca do Brasil

Originada na Depressão do Chaco, é quente seca e atua basicamente em sua área de origem, causando longos períodos quentes e secos no sul da região Centro-oeste e no interior das regiões Sul e Sudeste.


           Clima Brasileiro segundo Lísia Bernardes



O Brasil tem 93% de seu território localizado no hemisfério sul, o restante (7%) encontra no hemisfério norte, isso significa que o território está na zona intertropical do planeta, com exceção da região Sul. 

Em virtude da imensidão do território brasileiro (8 514 876 599 km²), são identificados diversos tipos de climas, sendo os principais: equatorial, tropical, tropical de altitude, tropical úmido, semiárido e subtropical. 

O clima equatorial é identificado em quase todos os Estados da região Norte, além de parte do Mato Grosso e Maranhão. Essa característica climática se caracteriza pela elevada temperatura, grande umidade e baixa amplitude térmica . A quantidade de chuvas é abundante, com índices pluviométricos superiores a 3.000 mm/ano. 
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O clima tropical ( Tipico, continental ou semi úmido) . A quantidade de chuvas gira em torno de 1 500 mm ao ano, com duas estações bem definidas:verão chuvoso e inverno seco




O clima tropical de altitude se apresenta em regiões serranas e de planaltos, especialmente na região Sudeste. Com chuvas nos meses de verão e outono.

O clima tropical úmido ocorre,  no litoral do Brasil, é caracterizado pela alta temperatura e o elevado teor de umidade provocada pela mTa 9 massa úmida que vem do oceano e atua no litoral.

O clima tropical semiárido é típico da região Nordeste, especialmente no interior, lugar conhecido como polígono da seca, em razão da escassez de chuva. 



O clima subtropical ocorre unicamente na região Sul, essa característica climática se distingue totalmente do restante do Brasil. As médias anuais de temperatura giram em torno de 18°C, com alta amplitude térmica. As chuvas são bem distribuídas, os índices pluviométricos superam os 1.5o0 mm ao ano.




Clima segundo Koppen


classificação segundo Koppen



 Em Santa e Bela Catarina


A letra C significa: microtérmico úmido
A letra f significa chuvas bem distribuídas

A letra a sgnifica verão quente - utilizados em depressoes e planiciés
e a letra b verão brando - utilizadas em regiões de planaltos


Senado quer impedir venda de lanches com brindes


Já havíamos abordado sobre a questão dos brindes embutidos no pacote de sanduíches e que são vendidos em redes de lanchonetes famosas. Mas agora o Governo parece que definitivamente não tolerá mais os brindes.

Relembrando: o brinquedinho funciona como um imã ao pequeno, pois exerce atração à criança, que fica com muita vontade de comer o lanche. Voltamos a falar do tema porque a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado aprovou projeto em agosto de 2012 que proíbe a venda casada de lanche e brinde.
De forma bem simples foi explicado o porquê da proibição: a criança ainda não tem experiência e conhecimento para entender que o brinde serve basicamente de isca para a ingestão de alimentos hipercalóricos e gordurosos, com alta concentração de sódio e açúcar.
       Atenção: A decisão ainda depende da aprovação da Câmara para ser sancionada.
Batata frita de brinquedo - Mireille Mobley / ShutterStock
O relatório reforça que qualquer forte promoção voltada ao público infantil é considerada abusiva, pois o pequeno, além de ser um alvo imaturo, exerce grande influência sobre os pais.
Fica a pergunta: qual criança não se encanta quando sabe que ganhará um brinquedo e ainda comerá o sanduba no passeio de tarde com a família? 
Vez ou outra, comer um lanche não vai causar enormes estragos a uma criança. Mas o Senado quer combater essa prática das redes de fast-foods em que crianças são induzidas a ter um brinde se tiver o sanduíche e refrigerante.
Não é preciso frisar que alimentos calóricos têm sido um dos vilões na fase de crescimento da criança. A obesidade atinge índices enormes no público infantil. A obesidade causar problemas físicos e de comportamento do pequeno na infância, potencializando o risco de diabetes, entre outras doenças.
Em Florianópolis-SC, por exemplo, uma lei municipal 
impede a venda casada de lanches com brinquedos na cidade catarinense. O autor da lei, Ricardo Vieira (PC do B) destaca que a comida saudável costuma perder a concorrência para um lanche gorduroso equipado com um brinde. Essa “vitória” do lanche com brinde não é boa para o desenvolvimento do pequeno.
A venda de alimentos com brinquedos vem sendo criticada em todo o mundo e já motivou outros projetos no Congresso Nacional para que a prática fosse proibida, mas nenhum se transformou em lei. Em Florianópolis, capital de Santa Catarina, no entanto, houve êxito: em julho passado, foi promulgada uma lei municipal que proíbe esse tipo de marketing.

Procon notifica redes de fast food por vender lanches com brinquedos

São também frequentes ações do Ministério Público Federal e dos estados buscando algum tipo de solução, motivando decisões de juízes, contra ou a favor da proibição da venda casada. Porém, são ações ainda sem decisão final.

Como noticiado recentemente, o Ministério Público Federal de São Paulo enviou recomendação às redes de fast food McDonald’s, Burger King e Bob’s para que suspendessem a venda promocional de brinquedos nas lanchonetes. Ao mesmo tempo, provocou a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) para que se manifeste sobre o tema.

Regra está valendo desde 25 de junho e se estende para todas as lanchonetes de Florianópolis

Procon notifica redes de fast food por vender lanches com brinquedos  Alvarélio Kurossu/Agencia RBS
Hamburguer não poderá mais vir acompanhado de brinquedos em todas as lanchonetes da CapitalFoto: Alvarélio Kurossu / Agencia RBS
As empresas têm 10 dias para se adequar à nova norma. 
Três lanchonetes foram notificadas e o trabalho continua
 A lanchonete que não cumprir a norma ficará sujeita às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor. 

— Neste primeiro momento nossa intenção é informar e conceder às lanchonetes um prazo de 10 dias para se adequar, depois sim, caberá multa aos que descumprirem a norma — diz o diretor do Procon de Florianópolis, Marcos Antônio da Rosa.

Em todo o país, a Capital catarinense é a segunda a aprovar esta regra. A primeira foi Belo Horizonte (MG). A lei tramitava na Câmara de Vereadores desde agosto do ano passado e foi aprovada há quase um mês. O texto prevê que nenhuma grande rede de alimentação poderá oferecer brindes em troca do consumo do produto do tipo refeição rápida, como hambúrgueres, batatas fritas, cachorros-quentes ou pratos prontos. 

campanha: Emagrece Brasil - Para crianças acima do peso



Crianças acima do peso correm alto risco de sofrerem um infarto ou derrame antes dos 50 anos

O excesso de peso na infância tem de ser levado mais a sério, alerta o endocrinologista Alfredo Halpern. Nesta entrevista, ele revela os fatores inusitados por trás desse fenômeno e o papel da família no seu tratamento

Crianças acima do peso correm alto risco de sofrerem um infarto ou derrame antes dos 50 anos

Quando o paulistano Alfredo Halpern, idealizador da famosa dieta dos pontos, começava sua carreira, no final da década de 1960, a obesidade não figurava como tema de disciplina nas faculdades médicas nem despertava o interesse de grupos de pesquisa e sociedades científicas. Ao gordo se atribuía um mero defeito de caráter que o fazia abusar da comida e ter preguiça de se mexer. Por isso, a ele se receitava uma dieta insossa e restritiva. Não passava pela cabeça das pessoas - inclusive dos clínicos - que os quilos de sobra eram sintoma de uma doença, muito menos que ela virasse uma epidemia global. Hoje a obesidade assusta porque vem aparecendo mais cedo, ainda na infância, e não dá sinais de recuo. É justamente para ir ao encontro desse cenário que Halpern, um dos pioneiros nos estudos e no combate ao excesso de peso no Brasil, lança, em parceria com SAÚDE, A Nova Dieta dos Pontos para Crianças e Adolescentes, atualização do seu livro já clássico, voltada para a família que se preocupa com a saúde de seus integrantes mais jovens - algo em evidência, uma vez que 30% da garotada se encontra acima do peso. Nesta entrevista, o especialista, que se divide entre os pacientes do consultório e do Hospital das Clínicas de São Paulo, discute a ascensão e as causas da obesidade infantil, suas repercussões de curto e longo prazo, bem como algumas soluções para freá-la a tempo.

SAÚDE - Quando o senhor começou a lidar com a obesidade, já previa que ela ganhasse essa dimensão e afetasse tantas crianças?
ALFREDO HALPERN -
 Não. Minha incursão nesse terreno se deu ao mesmo tempo que surgia o interesse científico pelo assunto mundo afora, no início dos anos 1970. Eu notava, então, que sete em cada dez dos meus pacientes me procuravam em função do peso ou do diabete. Já tratava de uma forma diferenciada a obesidade quando ela estourou, na década de 1980. De lá para cá, o problema cresceu e temos um maior entendimento da sua seriedade, isto é, a noção de que é uma doença que mata. O que mais preocupa hoje é o avanço desse fenômeno entre as crianças, que, se continuarem acima do peso, estão sujeitas a uma vida mais curta.

Qual o impacto imediato desse problema? 
As crianças gordas estão expostas a distúrbios ortopédicos e psicológicos e tendem a ter alterações na pressão e nos níveis de triglicérides e glicose. Estudos mostram que, entre elas, é maior o risco de se formarem placas de gordura nas artérias. Além disso, o diabete tipo 2 já está aparecendo na infância.

Como a obesidade influencia o futuro dessa população mais jovem? A criança acima do peso corre grande risco de virar um adulto obeso. Imagine alguém com 30 anos que é gordo desde os 4, 5 anos. Ele tem quase três décadas de convivência com as desordens provocadas pelo peso e, dessa forma, fica mais propenso a infartar ou ter um derrame antes dos 50. Observávamos nos últimos anos um declínio na mortalidade por doença cardiovascular, mas a projeção é de que ela volte a crescer daqui a 20 anos por causa da obesidade infantil atual.

Quais são os fatores que fazem um menino ou menina crescer com quilos a mais? Há o motivo básico de que as crianças estão comendo mais e gastando menos energia. Elas consomem porções caloricamente maiores e os lares estão repletos de biscoitos e bolachas. Embora haja mais escolas de esporte, no dia a dia elas se mexem menos e ficam enclausuradas nos apartamentos. No entanto, uma série de outros fatores está incriminada, a começar pela privação de sono. A criança dorme mais tarde e acorda cedo para ir ao colégio, sem contar o excesso de luz à noite. Isso desequilibra alguns hormônios, levando ao ganho de peso. A queda nos níveis de vitamina D, devido à menor exposição ao sol, e na ingestão do cálcio do leite também interfere em mecanismos de controle da massa corporal. Há também substâncias que - ainda bem - estão sendo abolidas, como o bisfenol que aparecia nas mamadeiras, capazes de estimular a proliferação do tecido gorduroso. E tem mais: já se sabe que a flora intestinal influencia o balanço energético, e o padrão de bactérias dos obesos é diferente do encontrado nos magros. Até o ar condicionado, acredite, pode contribuir com o peso, já que minimiza variações térmicas que induziriam o corpo a queimar calorias.

Essa lista não tem fim... 
E o problema às vezes se inicia antes de a criança nascer. Mães diabéticas costumam gerar filhos muito grandes, enquanto aquelas que têm obsessão por dieta na gravidez dão à luz bebês pequenos. Tanto peso de mais como de menos ao nascer estão ligados à obesidade na infância. Nesse último caso, que tem crescido em função do maior número de cesarianas, o corpo da criança entende que precisará acumular mais e mais gordura para sobreviver. Não bastasse isso, já sabemos que gestações tardias e a falta de amamentação também colaboram para o problema.

E qual a responsabilidade da família pelos filhos gordinhos? Como ela pode ajudar? A influência da família começa pela genética e se estende pelos hábitos dos pais e pelos exemplos que eles dão. Se você está acima do peso e não quer que seu filho também continue assim, busque emagrecer. É preciso criar um lar saudável, com menos biscoitos e frituras, para que a criança tenha as melhores escolhas dentro de casa. Não é que ela não pode comer uma batata frita ou um doce, mas isso tem de ser a exceção, e não fazer parte do cotidiano. Deve-se incutir desde pequeno o consumo de frutas e verduras e a prática de exercícios. No final de semana, por exemplo, os pais podem muito bem incluir atividade física no programa. Existem até videogames que cobram movimentos da garotada. Outro ponto que defendo é que a criança precisa sair de casa com o café da manhã tomado. Isso evita que ela se lance às opções menos nutritivas que costumam ser vendidas nas escolas.

Por falar em escola, ela tem um papel a cumprir na questão do peso? Muito. Os colégios precisam incentivar mais a prática de esportes lúdicos, ensinar princípios de nutrição e suas cantinas devem ofertar comidas mais saudáveis.

No livro o senhor fala do preconceito contra a criança obesa. O bullying é um dos fatores que mais atrapalham o tratamento, porque cria um círculo vicioso que faz o pequeno ficar deprimido e se refugiar na comida. É difícil evitar que ele não sofra esse tipo de agressão, mas temos de trabalhar sua autoestima, mostrar que os outros também têm defeitos, nem sempre corrigíveis. E conscientizá-lo de que se perder peso poderá se livrar dessa chateação.

Qual a vantagem da dieta de pontos para o público infantil? O que muda na nova edição? O esquema de pontos foi criado há cerca de 40 anos e tem dado resultados tão gratificantes porque permite comer de tudo, mas de forma controlada. Anotando o que se ingere, você presta mais atenção na comida e tende a fazer escolhas mais saudáveis. O livro não se resume a uma tabela atualizada com 2 mil alimentos, mas parte do pressuposto de que é preciso compreender um problema para superá-lo. Uma das novidades é a restrição da gordura trans, dos produtos industrializados, que nos últimos anos demonstrou ser mais engordativa e nociva à saúde. As crianças costumam gostar do método, que funciona sobretudo se forem orientadas e convencidas de que, ao passar pelo período de maior restrição e chegar ao peso ideal, elas terão aprendido para o resto da vida a se alimentar direito comendo de tudo.

Crianças acima do peso correm alto risco de sofrerem um infarto ou derrame antes dos 50 anos

O excesso de peso na infância tem de ser levado mais a sério, alerta o endocrinologista Alfredo Halpern. Nesta entrevista, ele revela os fatores inusitados por trás desse fenômeno e o papel da família no seu tratamento

Crianças acima do peso correm alto risco de sofrerem um infarto ou derrame antes dos 50 anos


por Diogo Sponchiato | design Laura Salaberry e Fernanda Didini | fotos Silvia Zamboni
Quando o paulistano Alfredo Halpern, idealizador da famosa dieta dos pontos, começava sua carreira, no final da década de 1960, a obesidade não figurava como tema de disciplina nas faculdades médicas nem despertava o interesse de grupos de pesquisa e sociedades científicas. Ao gordo se atribuía um mero defeito de caráter que o fazia abusar da comida e ter preguiça de se mexer. Por isso, a ele se receitava uma dieta insossa e restritiva. Não passava pela cabeça das pessoas - inclusive dos clínicos - que os quilos de sobra eram sintoma de uma doença, muito menos que ela virasse uma epidemia global. Hoje a obesidade assusta porque vem aparecendo mais cedo, ainda na infância, e não dá sinais de recuo. É justamente para ir ao encontro desse cenário que Halpern, um dos pioneiros nos estudos e no combate ao excesso de peso no Brasil, lança, em parceria com SAÚDE, A Nova Dieta dos Pontos para Crianças e Adolescentes, atualização do seu livro já clássico, voltada para a família que se preocupa com a saúde de seus integrantes mais jovens - algo em evidência, uma vez que 30% da garotada se encontra acima do peso. Nesta entrevista, o especialista, que se divide entre os pacientes do consultório e do Hospital das Clínicas de São Paulo, discute a ascensão e as causas da obesidade infantil, suas repercussões de curto e longo prazo, bem como algumas soluções para freá-la a tempo.

SAÚDE - Quando o senhor começou a lidar com a obesidade, já previa que ela ganhasse essa dimensão e afetasse tantas crianças?
ALFREDO HALPERN -
 Não. Minha incursão nesse terreno se deu ao mesmo tempo que surgia o interesse científico pelo assunto mundo afora, no início dos anos 1970. Eu notava, então, que sete em cada dez dos meus pacientes me procuravam em função do peso ou do diabete. Já tratava de uma forma diferenciada a obesidade quando ela estourou, na década de 1980. De lá para cá, o problema cresceu e temos um maior entendimento da sua seriedade, isto é, a noção de que é uma doença que mata. O que mais preocupa hoje é o avanço desse fenômeno entre as crianças, que, se continuarem acima do peso, estão sujeitas a uma vida mais curta.

Qual o impacto imediato desse problema? 
As crianças gordas estão expostas a distúrbios ortopédicos e psicológicos e tendem a ter alterações na pressão e nos níveis de triglicérides e glicose. Estudos mostram que, entre elas, é maior o risco de se formarem placas de gordura nas artérias. Além disso, o diabete tipo 2 já está aparecendo na infância.

Como a obesidade influencia o futuro dessa população mais jovem? A criança acima do peso corre grande risco de virar um adulto obeso. Imagine alguém com 30 anos que é gordo desde os 4, 5 anos. Ele tem quase três décadas de convivência com as desordens provocadas pelo peso e, dessa forma, fica mais propenso a infartar ou ter um derrame antes dos 50. Observávamos nos últimos anos um declínio na mortalidade por doença cardiovascular, mas a projeção é de que ela volte a crescer daqui a 20 anos por causa da obesidade infantil atual.

Quais são os fatores que fazem um menino ou menina crescer com quilos a mais? Há o motivo básico de que as crianças estão comendo mais e gastando menos energia. Elas consomem porções caloricamente maiores e os lares estão repletos de biscoitos e bolachas. Embora haja mais escolas de esporte, no dia a dia elas se mexem menos e ficam enclausuradas nos apartamentos. No entanto, uma série de outros fatores está incriminada, a começar pela privação de sono. A criança dorme mais tarde e acorda cedo para ir ao colégio, sem contar o excesso de luz à noite. Isso desequilibra alguns hormônios, levando ao ganho de peso. A queda nos níveis de vitamina D, devido à menor exposição ao sol, e na ingestão do cálcio do leite também interfere em mecanismos de controle da massa corporal. Há também substâncias que - ainda bem - estão sendo abolidas, como o bisfenol que aparecia nas mamadeiras, capazes de estimular a proliferação do tecido gorduroso. E tem mais: já se sabe que a flora intestinal influencia o balanço energético, e o padrão de bactérias dos obesos é diferente do encontrado nos magros. Até o ar condicionado, acredite, pode contribuir com o peso, já que minimiza variações térmicas que induziriam o corpo a queimar calorias.

Essa lista não tem fim... 
E o problema às vezes se inicia antes de a criança nascer. Mães diabéticas costumam gerar filhos muito grandes, enquanto aquelas que têm obsessão por dieta na gravidez dão à luz bebês pequenos. Tanto peso de mais como de menos ao nascer estão ligados à obesidade na infância. Nesse último caso, que tem crescido em função do maior número de cesarianas, o corpo da criança entende que precisará acumular mais e mais gordura para sobreviver. Não bastasse isso, já sabemos que gestações tardias e a falta de amamentação também colaboram para o problema.

E qual a responsabilidade da família pelos filhos gordinhos? Como ela pode ajudar? A influência da família começa pela genética e se estende pelos hábitos dos pais e pelos exemplos que eles dão. Se você está acima do peso e não quer que seu filho também continue assim, busque emagrecer. É preciso criar um lar saudável, com menos biscoitos e frituras, para que a criança tenha as melhores escolhas dentro de casa. Não é que ela não pode comer uma batata frita ou um doce, mas isso tem de ser a exceção, e não fazer parte do cotidiano. Deve-se incutir desde pequeno o consumo de frutas e verduras e a prática de exercícios. No final de semana, por exemplo, os pais podem muito bem incluir atividade física no programa. Existem até videogames que cobram movimentos da garotada. Outro ponto que defendo é que a criança precisa sair de casa com o café da manhã tomado. Isso evita que ela se lance às opções menos nutritivas que costumam ser vendidas nas escolas.

Por falar em escola, ela tem um papel a cumprir na questão do peso? Muito. Os colégios precisam incentivar mais a prática de esportes lúdicos, ensinar princípios de nutrição e suas cantinas devem ofertar comidas mais saudáveis.

No livro o senhor fala do preconceito contra a criança obesa. O bullying é um dos fatores que mais atrapalham o tratamento, porque cria um círculo vicioso que faz o pequeno ficar deprimido e se refugiar na comida. É difícil evitar que ele não sofra esse tipo de agressão, mas temos de trabalhar sua autoestima, mostrar que os outros também têm defeitos, nem sempre corrigíveis. E conscientizá-lo de que se perder peso poderá se livrar dessa chateação.

Qual a vantagem da dieta de pontos para o público infantil? O que muda na nova edição? O esquema de pontos foi criado há cerca de 40 anos e tem dado resultados tão gratificantes porque permite comer de tudo, mas de forma controlada. Anotando o que se ingere, você presta mais atenção na comida e tende a fazer escolhas mais saudáveis. O livro não se resume a uma tabela atualizada com 2 mil alimentos, mas parte do pressuposto de que é preciso compreender um problema para superá-lo. Uma das novidades é a restrição da gordura trans, dos produtos industrializados, que nos últimos anos demonstrou ser mais engordativa e nociva à saúde. As crianças costumam gostar do método, que funciona sobretudo se forem orientadas e convencidas de que, ao passar pelo período de maior restrição e chegar ao peso ideal, elas terão aprendido para o resto da vida a se alimentar direito comendo de tudo.








quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Cinco ilhotas desabitadas provocam tensão entre Japão e China, Pode?



À pedido do aluno (pré-Vestibular UFSC - Araranguá): Bruno Bertoncini Alves
São cinco ilhotas desabitadas e três pequenos rochedos, disputados entre chineses e japoneses. Mas também Taiwan reclama a soberania das Tiaoyutai, conhecidas por Senkaku (no Japão) ou Diaoyu (na China).

O governo japonês divulgou documentos históricos que provariam a posse das ilhas Senkaku .
A briga pelo pequeno arquipélago localizado ao extremo sul do Japão já dura mais de duas décadas, mas a tensão entre os dois países aumentou depois que o governo japonês anunciou a compra de três das ilhas, na semana passada.
As ilhotas ficam no meio de um triângulo formado pelo norte de Taiwan, o leste da China (não muito longe de Xangai) e o sul do arquipélado japonês de Ryukyu. E cada um dos países reclama a soberania com argumentos geográficos. Mas também históricos Hoje, a ilha não é habitada, tendo apenas um farol, construído por um grupo civil japonês (radicais de direita), mas agora sob a administração do governo japonês.  .

Milhares de manifestantes protestaram nas ruas de cidades chinesas contra a compra das ilhas pelo Japão. Prédios de fábricas e escritórios de empresas japonesas foram atingidos pelos manifestantes, que também atacaram consulados japoneses na China.

Milhares de chineses contestam compra pelo Japão de pequeno arquipélago

Os protestos mais energéticos acontecem na China. O ministro da Defesa chinês acaba de avisar que o país se reserva o direito de tomar medidas suplementares, se isso for necessário, na disputa com o Japão sobre a soberania das ilhas Senkaku/Diaoyu, no Mar do Sul da China. Deixou, no entanto, por dizer, que tipo de ações poderá o Estado chinês desencadear.
Nas ruas de Pequim também há manifestações. A embaixada japonesa está rodeada por chineses em protesto. São milhares, um número que obrigou a polícia de choque chinesa a formar um cordão de segurança à volta do edifício.
Um perímetro composto por centenas de agentes. A agência de notícias Efe conta que os manifestantes já atiraram ovos e garrafas contra a embaixada nipónica.

                 Entre as provas divulgadas pelo Japão estão:
a) Uma carta, de 1920, que teria sido assinada pelo cônsul chinês em Nagasaki, na qual ele agradece o resgate de pescadores chineses que naufragaram perto das ilhas Senkaku.
'(No total) 31 pescadores de Hui'an, província de Fujian, se perderam durante uma tempestade de vento e foram empurrados para a ilha Wayo, uma das ilhas Senkaku, distrito de Yaeyama, província de Okinawa, império do Japão', diz o trecho. Para o governo japonês, é uma prova de que a China já reconhecia o arquipélago como parte de Okinawa.
b) Outro documento é um artigo publicado pelo People's Daily, a imprensa oficial da China, em 8 de janeiro de 1953, que fala sobre a luta da população local contra a ocupação americana.
No texto é citado o nome Senkaku e não Diaoyu - como os chineses chamam o arquipélago hoje.
c) Uma terceira prova seria um mapa geográfico publicado pela China em 1933, no qual as ilhas Senkaku são indicadas como pertencentes ao Japão.
Já a China diz que as ilhas Diaoyu são parte de seu território desde tempos antigos, servindo como área de pesca e administrada pela província de Taiwan. O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês diz que isso é 'totalmente comprovado pela história e está legalmente fundamentado'. Mas até agora não apresentou provas concretas e se recusa a ir à corte internacional para resolver a questão.
Risco

Para o especialista em estudos asiáticos Jeff Kingston, da Universidade de Temple, em Tóquio, agora não é hora de discutir quem está certo. 'A briga atual piorou além das expectativas porque os dois lados não têm tratado o assunto adequadamente', afirmou.
O pesquisador disse à BBC Brasil que há um risco enorme de que se crie um mártir na disputa - caso em que, para ele, ficará muito difícil de se restaurar a confiança bilateral. 'Os líderes de ambos os países precisam se concentrar no fato de que as ilhas não compensam os danos que serão causados em ambas as nações.'
Os japoneses reclamam que somente a partir da década de 1970:
Ativistas japoneses na ilha
Quando foi divulgada a existência de potenciais reservas de petróleo e gás na região, que as autoridades chinesas e de Taiwan passaram a reivindicar a posse das ilhas.
Segundo uma fonte japonesa do alto escalão, o país não tem pretensão de explorar as ilhas e quer manter as relações estáveis na região. As ilhas nacionalizadas pelo Japão pertenciam a investidores privados japoneses, e a compra foi feita para evitar que o governador nacionalista de Tóquio, Shintaro Ishihara, comprasse o arquipélago e construísse instalações no local, o que irritaria ainda mais o governo chinês.
Mas a fonte japonesa disse que o governo ficou muito preocupado com a reação extrema dos chineses.
Na quarta-feira, o vice-presidente da China, Xi Jinping - apontado como provável sucessor de Hu Jintao na Presidência do país - disse que o governo japonês precisa 'pôr limites ao seu comportamento' e parar de minar a soberania chinesa.
Manifestações
Desde que o Japão anunciou a nacionalização das ilhas, na semana passada, começou na China uma onda de protestos antinipônicos.
Prédios de embaixadas e consulados japoneses e também empresas viraram alvo de milhares de manifestantes enfurecidos. Várias lojas de departamentos, restaurantes e supermercados japoneses foram alvo de vandalismo no começo desta semana. Algumas fábricas também tiveram de suspender a produção por alguns dias.
O governo do Japão disse que vai pedir uma compensação financeira à China pelos estragos causados aos prédios do governo.
O gabinete do primeiro-ministro Yoshihiko Noda disse também que considera mandar à China um enviado especial 'na tentativa de resolver o problema por meio de vias diplomáticas'.
Sobre os danos causados às propriedades de empresas japonesas na China, o gabinete disse que a questão deve ser tratada localmente, de acordo com as leis do país.
O pico das manifestações foi neste mês set/2012, quando os chineses lembraram também o aniversário da ocupação japonesa no nordeste do país em 1931.
Centenas de navios pesqueiros chineses cercaram as ilhas durante o começo da semana. Nesta quinta, segundo a guarda costeira japonesa, dez barcos chineses estavam sendo monitorados - quatro da marinha e seis pesqueiros.
Com o agravamento da crise entre as duas maiores potências asiáticas, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, fez uma visita aos dois países e pediu pelo estreitamento dos laços bilaterais.
'Nosso objetivo é ter certeza de que a disputa não evolua para uma tensão indesejada ou um conflito', disse o americano.
As ilhas também são disputadas por Taiwan.
Já em Taiwan, outro país que reclama ser dono do território, foi em frente ao Parlamento que cerca de 100 pessoas se manifestaram e queimaram uma bandeira do Japão. Estes ativistas pedem ajuda à China para reaverem as ilhas que afirmam terem sido roubadas por Tóquio.

                           O vídeo abaixo rende boas risadas, mas vale a pena assistir:

Fontes: